Terça-feira, 11.11.08

Para quem gosta de pensar o mundo em que vive.

 

O vídeo é um pouco longo e algo exagerado num ponto ou noutro, mas muito bem conseguido e verdadeiro.

 

Vejam e pensem.

 


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antídoto às 15:33 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Domingo, 13.01.08

 

Buscamos o autoconhecimento , vivemos de acordo com aquilo que para nós é ideal, decidimos o que queremos e não queremos, dizemos a nós próprios que isto e aquilo nunca faremos, pelas mil e uma razões que garantidamente nos dizem que assim será.

 

Adquirimos imensas certezas e temos a tendência de pensar que as nossas certezas são boas para nós e para os outros.

 

Arrogamo-nos a capacidade de aconselhar os amigos nas horas de crise emocional, esquecendo que é impossível sentir e verdadeiramente perceber o que eles sentem e vivem nesses momentos.

 

A verdade é que cada um de nós vê o mundo, a vida e os outros através das lentes baças do lastro genético e educacional que transportamos e debitamos as nossas sentenças filtradas pelos muitos pré-conceitos que julgamos até não possuir.

 

Mas, ao contrário do que muitos afirmarão de si próprios, o nosso interior não é um mundo metódico, é antes uma desarrumação, um conjunto desconexo, incompleto e em permanente mutação, capaz de nos surpreender quando menos esperamos.

 

Como é que podemos, assim, pretender ter garantias e certezas absolutas sobre nós, os outros e as relações que com eles construímos?


Quere-lo não será uma utopia, algo inatingível, uma luta inglória que acaba por se tornar contraproducente?


Até porque, de vez em quando, nos cruzamos com pessoas com quem todas as nossas crenças, certezas e arrogâncias se esvaem...

 

 

Música: Danni Carlos - Coisas Que Eu Sei


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antídoto às 09:30 | link do post | comentar | ver comentários (20)

Quarta-feira, 12.12.07
Nascemos e somos cuidados, alimentados, criados, protegidos e incondicionalmente amados pelos nossos pais.
 
Crescemos nessa bolha confortável que nos protege do mundo exterior, plenos de imaginação, fantasia e ilusão.
 
E chega o dia em que, voluntariamente, nos afastamos das asas protectoras dos pais, desejosos de iniciar um novo ciclo das nossas vidas, seguros de que vamos realizar tudo o que sonhámos.
 
Sentimo-nos os melhores, diferentes dos restantes, capazes de tudo, fortes, indestrutíveis, imortais.
 
Os anos vão passando, lutamos, ganhamos e perdemos batalhas, vamos percebendo que, afinal, não controlamos integralmente a nossa vida, que muitas vezes o acaso põe e dispõe e que nunca descansaremos.
 
Instala-se a insatisfação emocional com muitos aspectos da sociedade que criámos e do rebanho humano que nela pasta.
 
E, ainda que não o confessemos, há momentos em que desejávamos poder regressar à bolha, esquecer tudo e apenas deitar a cabeça no colo dos que nos alimentaram, criaram, protegeram e incondicionalmente amaram.
 
Temos cada vez mais presente a noção da nossa finitude.
 
A incapacidade de o conceber inventa para nós soluções mágicas de continuidade a que muitos se entregam.
 
Filosofias, gurus, bruxos, religiões, deuses, promessas de leite e mel, de outras vidas, de eternidade.
 
Outros, poucos, assumem e aceitam o conceito biológico da vida, nascer, crescer e morrer, ponto final.
 
E dito isto o que sobra?
 
Ó pá, sobra tudo!
 
A vida é bela, tem muitas coisinhas fantásticas e há que deixarmo-nos de parvoíces e vivê-la intensamente.
 
Música: Lou Reed - Take A Walk On The Wildside 

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Domingo, 11.11.07
O diário de bordo das nossas vidas vai crescendo paulatinamente, quase sem nos darmos conta.

Nele encontramos algumas páginas, esparsas, de momentos marcantes.

As fases vibrantes,  de felicidade, conquistas, glórias e sucessos.

E os períodos vestidos de dor, de ruptura, de abandono, de derrota, de perda.

Mas na esmagadora maioria dos dias temos apenas pequenas anotações, aparentemente sem nada de interessante. Funcionam como pequeninas  peças de puzzle que vamos metodicamente encaixando, construindo, afinal, a nossa história e aquilo que somos.

Com o passar dos anos, o nosso diário de bordo mostra-nos, cada vez com mais frequência, as marcas de sombras negras.

Os nossos familiares e amigos próximos  vão desaparecendo, arrancados de nós pela
idade, os acidentes, as doenças.
 

Ou pelos suicídios.

Descansa em paz, meu grande idiota.


Música:

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Quarta-feira, 10.10.07
Humor - Sorrir, rir, incluindo de nós próprios, gargalhar, brincar. Sempre.
Amigos - Dos verdadeiros. Aqueles que nos aceitam como somos, que nos apoiam e nos batem quando precisamos, com quem se tem verdadeira intimidade. Coisa cada vez mais rara, mas essencial ao nosso bem-estar.
Pensar - Pela própria cabeça. Questionar, filosofar, meditar, desmontar e voltar a montar…
Optimismo - Porque o desânimo e o medo, na generalidade dos casos, não resolvem problemas.
Simplicidade - Para vermos e apreciarmos as coisinhas simples de todos os dias.
Curiosidade - Não confundir com cusquice. Curiosidade por tudo, pelas pessoas, pelas coisas, pelo mundo em geral. Interesse, sede de saber, querer compreender.
Pragmatismo - Para evitarmos as ilusões…
Desvalorizar - A grande maioria de situações que nos fazem, diariamente, ranger os dentes e não valem nada.
Risco - Porque é daí que podem vir os melhores sabores. O medo de arriscar, seja lá no que for, deixa-nos a viver em banho-maria, nunca se atinge o ponto de ebulição.
Ambição - Fazer tudo para se atingirem objectivos e sonhos.
Aceitação - De que os objectivos e sonhos são muitas vezes inatingíveis e, mesmo assim, se pode estar bem.
Amor - Em todas as suas formas. Amar e ser amado é quase tudo o que precisamos.
Paixão - Turbilhão, cegueira, excesso, ridículo, doença. Quando retribuída, resulta nos únicos momentos em que a vida é perfeita.
Sexo - Muito. Saber descer da alma e descobrir o prazer puramente animal. Huummm…
.
Música: Mercedes Sosa - Gracias a la vida

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Domingo, 05.08.07

 

 

Passamos a vida a levar afagos... da vida.

Mas, tal como deixámos de nos sensibilizar pelas imagens de fome, guerra e dramas que tais, por esse mundo fora, já nem damos por eles.

Aquilo que temos de bom é-nos banal, não reparamos, não o sentimos, não valorizamos.

Vivemos num cantinho do mundo calmo e muito agradável, em comparação com boa parte dele. A maioria de nós tem trabalho, casa, família, amigos, uma vida razoavelmente agradável.

No entanto passamos o tempo a lamuriar-nos por tudo e por nada, deixamo-nos invadir pelo tédio e andamos permanentemente em busca de algo que nem sabemos muito bem o que é.

O facto é que a vida não nos dá só estalos, também nos dá afagos diariamente e alguns deles bem grandes e quando menos esperamos.

Pensem nisso.


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Segunda-feira, 30.07.07
Passamos a vida a levar estalos… da vida.
Pensamos que controlamos, que sentimos ou não sentimos, que atingimos o equilíbrio e sabemos exactamente o que queremos e do que somos capazes.
Treta!
Rapidamente e sem aviso prévio, a vida se encarrega de nos mostrar que andamos ao sabor das emoções e não nos conhecemos tão bem assim.
A dor, a raiva, o despeito, o orgulho, provocam-nos reacções despidas de qualquer sentido e lá voltamos a iniciar o processo de recolha e colagem dos cacos.
Somos todos assim, passamos todos por isso, devíamos conseguir aprender.
Mas não, dedicamo-nos afincadamente a dinamitar o melhor que temos e a nós próprios.
Pensem nisso.
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