Segunda-feira, 13.10.08

 

A forma como sentimos a arte depende sempre do nosso estado de espírito no momento.
 
Se estamos fragilizados, apaixonados ou tristes, por exemplo, as emoções que nos assaltam ganham muitas vezes uma dimensão inesperada.

 

Mas o belo é sempre belo e há coisas tão envolventes que me deixam a ofegar.

 

Renato Zero / Momix - I migliori anni della nostra vita

 

Os melhores anos da nossa vida

Penso que cada dia é como uma pescaria milagrosa
E que é bonito pescar suspenso numa macia nuvem rosa
Eu como um cavalheiro
E tu como uma esposa
Enquanto no lado de fora da janela
Se alça em voo levantando a poeira
Uma tempestade
 
Será que nós dois somos de um outro distante planeta?
Mas o mundo daqui parece uma armadilha
Todos querem tudo apenas para depois descobrirem que é nada
Nós não faremos como os outros
Estes são e serão para sempre…
 
Os melhores anos da nossa vida
Os melhores anos da nossa vida
Abraça-me forte porque nenhuma noite é infinita
Os melhores anos da nossa vida
Abraça-me forte porque nenhuma noite é infinita
Os melhores anos da nossa vida
 
Penso que é maravilhoso ficar no escuro abraçado e mudo
Como pugilistas depois de um combate
Como os últimos sobreviventes
Talvez um dia descubramos que não nos perdemos nunca
E que toda aquela tristeza na realidade nunca existiu
 
Os melhores anos da nossa vida
Os melhores anos da nossa vida
Abraça-me forte porque nenhuma noite é infinita
Os melhores anos da nossa vida
Abraça-me forte porque nenhuma noite é infinita

Os melhores anos da nossa vida

 

 

 


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Segunda-feira, 25.02.08

“Artistas” premiados matam cães à fome em museus, ou envolvem edifícios em papel higiénico.


 



Nem vou aqui comentar a desumanidade do acto, coitado do edifício, apenas questionar se coisas deste género são arte.

Ou será que, hoje em dia, qualquer trabalho manual da treta é considerado arte?

É que, se assim for, eu também sou artista, também faço um belo trabalho manual de vez em quando.


 

E por falar em trabalho manual, ficámos todos a saber que o ponto G existe.

Um artista, digo, um “cientista” italiano afirma ter comprovado isso mesmo, efectuando testes em vinte mulheres.


 


 


 

Vinte mulheres?!! Jasus, o gajo é bom!

Mas… porque é que não me perguntou nada? Eu faço testes há tantos anos, podia ter-lhe dito que sim, existe sim senhor, e até onde é que o gajo está escondido, ora.


 

Já outro cientista, digo, artista, digo, heee… nem sei que diga, inventou um curso de futebol, para jovens entre os 15 e os 25 anos, com equivalência ao 9º ano de escolaridade e saída profissional.


 



 

Ai, espera, não foi um artista, foi mesmo o próprio Instituto de Emprego e Formação Profissional.

 

De maneiras que acho tudo isto muito refrescante, tudo é arte, tudo é ciência, tudo é... heee... não sei que lhe chame..., mas pronto, gosto de viver num mundo assim, cheio de artistas.

 


 

Música: Banda do Casaco - Morgadinha dos Canibais 

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