22
Jan07
A poesia é uma mania?
antídoto
Ao contrário da maioria, sou da opinião que não somos um país de poetas, mas sim um país de gente muito ‘profunda’ que acha que basta despejar para o papel qualquer sentimento mais intenso para sair poema.
E, normalmente, só o fazem por dois motivos: paixão ou decepção amorosa.
Temos assim o éter atulhado de pseudo poemas que não acrescentam nada a nada.
É um facto que daí não advém mal ao mundo e toda a gente é livre de se exprimir como bem lhe apetecer, tal como eu ao descarregar as minhas baboseiras neste blog.
Mas confesso que, gostando de muita poesia, não tenho pachorra para a maioria das coisas que leio.
E vem isto a propósito de uma conversa com uma amiga ‘poetisa’ em que caí na asneira de dizer que escrever poesia assim é fácil.
Ficou sentida e claro que ouvi das boas, que tenho a mania, que não percebo nada de poesia, enfim, uma série de desabafos que terminaram com um «sempre quero ver».
Com essa é que ela me lixou a mim e mais à minha grande boca.
Espero que quem entende de poesia não se prive de me pôr no meu lugar.
E aqui vai disto.
E, normalmente, só o fazem por dois motivos: paixão ou decepção amorosa.
Temos assim o éter atulhado de pseudo poemas que não acrescentam nada a nada.
É um facto que daí não advém mal ao mundo e toda a gente é livre de se exprimir como bem lhe apetecer, tal como eu ao descarregar as minhas baboseiras neste blog.
Mas confesso que, gostando de muita poesia, não tenho pachorra para a maioria das coisas que leio.
E vem isto a propósito de uma conversa com uma amiga ‘poetisa’ em que caí na asneira de dizer que escrever poesia assim é fácil.
Ficou sentida e claro que ouvi das boas, que tenho a mania, que não percebo nada de poesia, enfim, uma série de desabafos que terminaram com um «sempre quero ver».
Com essa é que ela me lixou a mim e mais à minha grande boca.
Espero que quem entende de poesia não se prive de me pôr no meu lugar.
E aqui vai disto.
Vejo nos teus olhos promessas infinitas
Deixo-me inundar pelo teu amor perfeito
Navegando cego nas ondas do teu corpo
Onde encontro terras que a mim são prometidas
Montes suaves de onde avisto o mar sereno
Vales férteis que baptizo com os meus beijos
Exploro em ti os contornos porque anseio
As veredas que me levam ao teu centro
Fixo-me em ti quando sei que vou perder-me
E a natureza explode em convulsões gemidas
Corro para uns braços que não têm tamanho
Vejo nos teus olhos promessas infinitas