De Mrs. Jones a 12 de Dezembro de 2007 às 17:57

É sempre com alguma inveja (envergonhada, mas teimosa), que presencio o conforto que se obtém através da benção da fé - seja ela qual fôr... em que fôr... e por mais idiota que me pareça a fundamentação da dita.

É que é mesmo duro estar frente a frente com a constatação da nossa própria finitude. Não só porque é injusta, incongruente e despropositada... mas sobretudo porque é solitária.

Morrer, tal como nascer, é um acto solitário. É a altura em que a condição de ser individual se torna mais insuportável. Quanto melhor conseguirmos aceitar essa inevitabilidade cretina, melhor conseguimos aproveitar as coisinhas boas da vida.

De preferência em boa companhia... É que depois, no nada, não há ninguém que nos faça um chazinho de limão, que nos chegue um raminho de salsa.


De antídoto a 12 de Dezembro de 2007 às 18:08
Ora, morrer é fácil, apagou-se e pronto.


De Mrs. jones a 12 de Dezembro de 2007 às 18:31

Ok, morrer até pode ser fácil.

A questão de ser obrigatório é que me irrita.


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