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Little Drop of Poison

veneno avulso com antídoto incorporado

veneno avulso com antídoto incorporado

Little Drop of Poison

16
Out07

Make eggs

antídoto
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Hum, o que é que eu janto hoje? Não me apetece nada cozinhar.
Já sei, uns ovos mexidos com presunto, batata frita de pacote, uma salada e já está.
 
Dirijo-me ao frigorifico  e espreito: 5 ovos. Boa, só preciso de dois.
Mas espera lá, eu já comprei isto há mais de um mês, será que estão bons?
Como é que a minha avó fazia? Já sei, põe-se os ovos dentro de água e os que forem ao fundo são os que estão bons.
 
Vamos lá então, ovinho na água. Flutua, eu bem sabia que podiam estar estragados. Ovo no lixo.
Segundo ovo: flutua. Mau, mau, queres ver…                                
 Terceiro: flutua. Lixo.
 
Hummm… Será possível tanto ovo estragado? E só faltam dois. Pelo sim, pelo não, deixa lá ligar à P****.
 
- Tá, sou eu, tudo bem? Olha lá, os ovos que flutuam são os que estão estragados, verdade?
- É exactamente ao contrário, porquê?                                                                             
- Nada, nada, era uma dúvida que eu tinha.
 
Moral da história: As mulheres não são precisas quase para nada : )
15
Out07

O amor é...

antídoto
Já todos devem conhecer a história do casal bósnio que se conheceu e apaixonou na Internet e, quando marcaram o primeiro encontro, descobriram que eram marido e mulher.
 
Nem vou aqui discutir as relações virtuais, para mim não são nem melhores nem piores que quaisquer outras.
 
O que me deixa realmente a matutar é o fenómeno geral do enamoramento.
 
Aqueles dois mocinhos apaixonaram-se e casaram, deixaram morrer a relação e reapaixonaram-se na Internet, sem saberem que estavam a falar com a mesma pessoa com quem viviam.
 
Afinal eram ideais um para o outro ou não? Aparentemente sim, tinham tudo em comum. Apenas não se podiam ver.
 
O que faz com que acabe a comunicação entre um casal? O que é que mata as relações?
É que idealizar o outro é muito bonito e estimulante, mas a realidade do dia-a-dia é uma coisa completamente diferente.
 
Porque é que trocamos os nossos parceiros por outras pessoas?
Fácil. Com o outro é tudo bom, tudo novidade, tudo desejo, tudo disponibilidade, tudo namoro.
 
Com a nossa companhia de anos já nada é estimulante, com ela partilhamos as preocupações, os problemas, o tédio, os cheiros, o mau feitio...
E se a trocarmos, em poucos anos vamos ter exactamente o que tínhamos com a anterior.
 
Eu gostava mesmo de acreditar que é possível, mas acabo sempre a pensar que o amor é uma ilusão, ou antes, que o amor tem um prazo de validade.
 
E já estou a ouvir todos os apaixonados e românticos a debitarem os argumentos que todos conhecemos e ainda bem que assim é, mas…
 
Mas nada.
Saciar o corpinho é muito bom, mesmo sem amor, mas quando o fazemos com paixão é que percebemos a diferença.
 
Só por isso é que nunca digo nunca.
 
12
Out07

Com o sexo na boca

antídoto
Belo título, pois não é? Isto é que vai ser um rodopio de visitas ao blog.
 
Mas é verdade, nos dias que correm, toda a gente anda com o sexo na boca.
 
Parece que é uma obsessão generalizada, os jornais, as revistas, os livros, a música, os blogs, tudo vende à custa do sexo.
 
Qual é a palavra mais digitada em todos os motores de busca mundiais? Sexo, of course.
 
Nas salas de chat virtuais o que se encontra mais? Adivinharam. Gente que procura sexo.
 
Em todo o lado se discute, descreve, comenta e fomenta o sexo.
 
A sociedade de consumo chegou ao sexo e há cada vez mais gente que se ufana de gritar aos quatro ventos que faz sexo pelo sexo, que é muito boa na cama e coisa e tal.
 
Mas esta sofreguidão pelo sexo é nova?
Não creio, afinal de contas a história diz-nos que sempre assim foi.
 
Em todas as grandes civilizações o sexo palpitava e até na idade média, sob o jugo férreo da igreja católica, tudo pinava em bom ritmo.
 
Pierre Louys, um vulto da literatura francesa do sexo, digo, do século XIX, escreveu um "Manual de Civilidade para Meninas" em que verteu pérolas como esta:
 
"Deveis compenetrar-vos da seguinte verdade: Todas as pessoas perante vós presentes, seja qual for o sexo e a idade delas, têm o secreto desejo de por vós serem chupadas; a maior parte, porém, não se atreve a declará-lo."
 
E é só aqui que está a novidade, cada vez há mais gente a atrever-se…
 
10
Out07

Condições ideais para a existência de VIDA

antídoto
Humor - Sorrir, rir, incluindo de nós próprios, gargalhar, brincar. Sempre.
Amigos - Dos verdadeiros. Aqueles que nos aceitam como somos, que nos apoiam e nos batem quando precisamos, com quem se tem verdadeira intimidade. Coisa cada vez mais rara, mas essencial ao nosso bem-estar.
Pensar - Pela própria cabeça. Questionar, filosofar, meditar, desmontar e voltar a montar…
Optimismo - Porque o desânimo e o medo, na generalidade dos casos, não resolvem problemas.
Simplicidade - Para vermos e apreciarmos as coisinhas simples de todos os dias.
Curiosidade - Não confundir com cusquice. Curiosidade por tudo, pelas pessoas, pelas coisas, pelo mundo em geral. Interesse, sede de saber, querer compreender.
Pragmatismo - Para evitarmos as ilusões…
Desvalorizar - A grande maioria de situações que nos fazem, diariamente, ranger os dentes e não valem nada.
Risco - Porque é daí que podem vir os melhores sabores. O medo de arriscar, seja lá no que for, deixa-nos a viver em banho-maria, nunca se atinge o ponto de ebulição.
Ambição - Fazer tudo para se atingirem objectivos e sonhos.
Aceitação - De que os objectivos e sonhos são muitas vezes inatingíveis e, mesmo assim, se pode estar bem.
Amor - Em todas as suas formas. Amar e ser amado é quase tudo o que precisamos.
Paixão - Turbilhão, cegueira, excesso, ridículo, doença. Quando retribuída, resulta nos únicos momentos em que a vida é perfeita.
Sexo - Muito. Saber descer da alma e descobrir o prazer puramente animal. Huummm…
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08
Out07

Only in Portugal

antídoto
Tenho pensado seriamente em fechar um ciclo na minha vida profissional.
Ando farto de trabalho de secretária e quero mudar para algo completamente diferente que me permita movimento e contactos sociais interessantes.
 
A dificuldade sempre foi ocorrer-me aquela ideia brilhante ou encontrar um nicho de mercado que garanta o sucesso do projecto.
 
Pois, meus amigos, o milagre aconteceu.
E se falo disto aqui é porque ainda falta um pormenor, o sócio capitalista que irá financiar o projecto.
Poderão mandar as vossas propostas para o e-mail indicado neste blog, mas despachem-se porque prevejo que serão às centenas.
 
A ideia é muito simples, como, aliás, todas as ideias brilhantes.
 
Em Portugal pode-se planear e preparar todos os passos de um homicídio sem quaisquer problemas ou contrariedades, verdade? Então porque não fazê-lo com classe?
 
Imaginem um hotel de cinco estrelas destinado exclusivamente a clientes que pretendam matar ou mandar matar alguém.
 
Serviço de primeira qualidade associado ao nosso clima, gastronomia, enfim, a tudo de bom que este país tem para oferecer.
Não concordam comigo que teria ocupação plena nos 365 dias de cada ano?
 
Estou a pensar fazer publicidade em todos os grandes jornais mundiais.
Algo como isto:
 
É assassino profissional ou um mero filho da puta?
Está a pensar matar um estadista, a sua mulher, marido, vizinho, chefe, colega chato, cão, sogra, seja lá quem for?
Quer apenas mandar partir as pernas de alguém?
Para quê correr riscos desnecessários se pode fazer a sua planificação à beira da piscina, bebericando um cálice de Porto e sem qualquer responsabilização criminal?
Venha até Portugal e faça dessa decisão um momento que recordará com prazer ao longo da vida.
Temos condições especiais para senhoras e grupos.
Auditório para congressos.
 
Muito importante: Não cometa a insensatez de emitir um cheque sem provisão ou poderá ser sujeito a medidas judiciais de coação, nomeadamente termo de identidade e residência.   
 
E prontes, vou ficar rico.
.
07
Out07

A vida é bela...

antídoto
O jantar correu muito bem. Comeram, beberam, conversaram e seduziram-se mutuamente.
 
Conhecia-o há uma semana, ele era interessante e divertido e quando, após os cafés, lhe perguntou se queria ir ver a sua colecção de discos em vinil, anuiu sentindo um frémito de excitação.
 
Subiram, ele serviu-lhe uma bebida e ficaram alguns minutos a conversar sobre música, enquanto lhe mostrava algumas velhas preciosidades.
 
Depois escolheu um disco de Nat King Cole, pô-lo no prato e, aos primeiros acordes de "Unforgettable ”, puxou-a para o meio da sala e dançaram.
 
Beijaram-se e rapidamente a suavidade foi substituída pela urgência, arrancaram a roupa um ao outro, cegos de tesão, e amaram-se como animais, ali no chão da sala.
 
Algumas horas depois ele deixou-a em casa,  saciada e rejubilante por, uma vez na vida, ter deparado com alguém diferente e confiável.
 
Seis meses depois.
 
Abriu a carta do laboratório e olhou petrificada para a sua sentença de morte.
 
---
 

---

 

Também detesto preservativos, como podem ver aqui, aqui e aqui, mas lembrem-se que ninguém conhece verdadeiramente ninguém…

.

Música: Nat King Cole - Unforgettable

 

06
Out07

Entre estas quatro paredes...

antídoto
Se há coisas que sempre me deixaram fascinado são os w.c. públicos.
 
E não estou a pensar só naqueles antigos que ainda encontramos nas cidades de província, mas também nesses modernos repositórios das nossas necessidades fisiológicas que existem nas áreas de serviço das auto-estradas.
 
De cada vez que, por imperativos da natureza, me vejo impelido a entrar num desses cubículos, confesso que demoro eternidades a despachar-me.
 
Primeiro porque forro meticulosamente o trono com camadas duplas, quiçá triplas, de papel higiénico.
 
Depois, e principalmente, porque assim que me sento sou avassalado por essa avalancha de cultura popular que preenche, desde a porta às paredes, todos os espaços livres.
 
Digo-vos, aprende-se muito nos w.c. públicos.
 
Desde poesia e prosa do mais fino recorte, passando pelo desenho e pintura de invulgar categoria (julgo até já ter vislumbrado uma escultura, mas não quero acreditar), terminando pela informação de primeira necessidade, de tudo se encontra nesses locais, dignos escaparates do génio (e etc.) português.
 
Daí que não tenha nenhuma dúvida que somos um país de verdadeiros artistas.
 
Compreenderão se vos disser que toda a vida senti uma verdadeira curiosidade científica pelos w.c. femininos. Serão iguais? Mais refinados? Menos? Meus deuses, não hei-de morrer sem lá fazer uma incursão exploratória…
 
Enfim, quando finalmente me lembro do que fui fazer, me despacho e saio, sinto-me sempre mais leve.
E porquê? - perguntarão vocês. Ora, por aquela razão óbvia, aqui não estava a falar de cultura.
 
Pergunto: Será que somos um país de trolhas? Será que andamos rodeados de Frankensteins psicológicos?
 
Contem-me tudo!
.
03
Out07

Fados do lar

antídoto
Vi um destes dias, num jornal diário, o resultado de um inquérito com um título que dizia algo como isto: 'Os homens portugueses são muito modernos mas ainda são elas que passam a ferro'.
 
Isto dito assim leva de imediato a conclusões que podem estar completamente erradas, vocês não acham?
 
Sejamos claros, hoje em dia, com tanto aparelho e máquina destinada a ajudar nas lides domésticas, fraldas descartáveis e toalhetes húmidos, as coisas simplificaram-se muito e não acredito que haja homem que não saiba fazer tudo em casa.
 
E quando os homens querem ajudar o que acontece, hun ?
São fustigados por críticas sem nenhuma razão de ser, ou porque sujam muita loiça para fazer um arroz branco, ou porque deixam o fogão todo engordurado , ou porque a roupa não se dobra assim, ou porque para a secar não se pode pôr as molas assado, ou porque as cuecas têm que ser dobradas, enfim, uma ladainha interminável.
E depois queixam-se que eles só querem sofá? Parece mentira!
.
Porque o facto é que, quando não há uma mulher numa casa, nós fazemos tudo e, geralmente, muito bem feito, ou não será assim?
 
Pois que nós cozinhamos, pois que nós limpamos, pois que nós lavamos, pois que nós nos tornamos uns verdadeiros fados do lar.
 
E até no passar a ferro, coisa que merecia seguramente um curso de formação de 90 horas, nós acabamos por nos chegar à frente.
 
Na parte que me toca, eu que até tenho uma mulher a dias que me passa a roupa a ferro, sempre achei que o faria melhor que qualquer mulher.
 
E ontem comprovei essa teoria, cá por causa das dúvidas passei uma camisa a ferro e, digo-vos, quando terminei parecia que tinha acabado de a comprar.
 
E só demorei 25 minutos!
.
03
Out07

Interessa-me é o interior das pessoas

antídoto

Sento-me na pastelaria mais próxima do Instituto Politécnico e peço um café.

Na mesa ao lado, dois estudantes com cerca de 20 anos comentam as  mulheres que vão entrando e saindo.

- Esta comia-a toda!

- han han...

- Olha aquela morena, que par de mamas.

- ...

- Dassss, olha-me bem para aquele cu!

- Porra, tu és um tarado do caraças, se pudesses esfarrapavas tudo.

- Vai-te f****, queres ver que tu não.

- Claro que não, o que me interessa primeiro é o interior das gajas.

- Tás doente, só pode.

- Exactamente por isso, interessa-me o interior para saber se têm sida, se têm hepatite...

.

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