Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006
A propósito de posts publicados no “Divorciadas, sim, e depois?” e no “O malefício das ideias” (cliquem ali ao lado e vão espreitar que é bom), eu que tinha decidido nada dizer sobre o tema, acabo por sentir a tentação de me debruçar.
Debruçar-me-ei.
Nos blogs, na rua, no trabalho, o que mais se ouve por estes dias é: Detesto o Natal.
Parece que está na moda, ou, se calhar com maior justiça, ninguém se atrevia a dizê-lo, mas alguém começou a dançar e rapidamente os pares invadiram a pista.
Desfiam-se raciocínios perfeitamente racionais e equilibrados sobre o consumismo vigente, a hipocrisia das relações sociais e familiares, o afastamento relativamente ao espírito original do Natal...
Concordo e assino por baixo!
Mas… (e leiam isto com a pronúncia do diácono Remédios), ó meus amigos… de quem é a culpa do Natalzinho que temos hoje em dia, hun?!
Não será de todos nós, que permitimos, pactuamos e nos deixamos influenciar pelo mercantilismo feroz dos nossos dias?
Não será dos crentes em Deus, vosso senhor, que só se lembram dos ensinamentos de Cristo no dia 29 de Fevereiro dos anos bissextos e, pois então, na época do Natal?
E, digam-me, a hipocrisia é própria desta quadra ou tornou-se na forma generalizada de agir, numa sociedade ferozmente competitiva e individualista, em que cada um pisa no pescoço do próximo para se elevar mais uns centímetros na escala do sucesso?
Eu, que tenho a mania que sou parvo, sinto com frequência na pele os resultados de afirmar exactamente o que penso aos que me rodeiam, profissional, social e familiarmente.
Presentes de Natal? Só aos meus filhos.
Querem arriscar? É que todos deliramos com palmadinhas nas costas, mas pouquíssimos de nós conseguem ouvir as verdades e reflectir, assumir, aceitar, conversar, continuando a ver o outro com as mesmas tonalidades.
Não tenho dúvidas que somos todos hipócritas em muitos aspectos e momentos das nossas vidas, por mil e uma razões diferentes, todas muito respeitáveis, pois claro.
Porém, chega esta quadra e dá-nos um ataque de honestidade moral: Bóra lá gritar, para quem nos quiser ouvir, que o Natal é uma treta sem fundamento.
Eu, que não acredito em deuses, admiro a filosofia humanista de Jesus. Apreciaria que o ser humano fosse mais fraterno, mais transparente, mais participativo, conseguisse ver para além do seu próprio bolso, and so on…
O rebanho vai tocado a cânticos de Natal e sente-se emocionado com isso? Então que se lixem os fundamentos, a emoção genuína é o que verdadeiramente conta e não serei eu a colaborar na destruição da ilusão.
Os cépticos e desiludidos têm inúmeros outros aspectos da vida, contra os quais vale mais a pena espernear.
Gosto de contos de fadas, o que querem?! Lírico? Hipócrita? Heeee…


antídoto às 15:20 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006
Fiz uma pequena pesquisa em blogs avulso, sobre os interesses que a malta escarrapacha no perfil.

Entre muitas outras coisas, que ficam sempre bem, uma me salta de imediato aos olhos (salvo seja).

Curiosos, né? É o sexo, pá!

É incrível a quantidade de gente que demonstra interesse pelo sexo, nunca pensei...

Nós, os comuns mortais, não temos nenhum interesse por tal coisa, verdade? E não venham cá com coisas que comigo não!

Por isso, percebe-se perfeitamente que, para essas pessoas, seja necessário separar as águas e afirmar expressamente: eu interesso-me por sexo!

Quase me apetece perguntar-lhes se, atendendo ao interesse, também são bons na cama. Mas todos sabemos de fonte segura que ninguém é mau na cama, razão pela qual achei melhor ficar a chuchar no dedo (no meu, não fiquem para aí a pensar...).

Fica então esclarecido que há dois grandes grupos na humanidade, os que têm interesse em sexo e os outros.

As coisas giras que a gente, ainda, aprende…
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antídoto às 18:28 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Sábado, 16 de Dezembro de 2006
Há dias que andava a ansiar pelo Sábado.
Tem sido um mês do carulho (sim, eu disse carulho). Pressão, exigência, stress, fins-de-semana a trabalhar, de maneiras que planeei um Sábado só para mim, o que chamo “dia da pantufa”.
E o que é o “dia da pantufa”, perguntarão vocês.
Eu explico, é o dia do não ver ninguém, em que se planeia não sair de casa e se estica o chá e torradas por uma carrada de horas.
E o que tem isso de mais, perguntam, de novo, vocês, já a olhar para mim com aquela cara de “este gajo é esquisito”.
Tem que de vez em quanto preciso de recarregar as baterias e estes dias dão-me:
- Relax absoluto;
- Nenhuma obrigação;
- Nenhum horário;
- Dormir até querer;
- Comer quando se tem fome;
- Um banho demorado;
- Ficar espojado no sofá;
- Bons filmes, bons livros, boa música;
Enfim, cantar, dançar, gemer, gritar, sem que ninguém me interne.
Acontece que tenho ‘amigos’ que se preocupam comigo porque “o gajo está sozinho, coitado, temos que lhe dar apoio, mostrar-lhe que a vida é bela, convidá-lo para sair, fazer-lhe companhia, arranjar-lhe casamento…"
E fazê-los acreditar que me sinto óptimo? Nunca na vida, não pode ser, impossível, pois então o o gajo não está sozinho?!
O primeiro telefonema foi às 10, acordei atarantado, confundi o toque com o do despertador, apalpei a mobília toda à procura do dito, antes de perceber que era Sábado e o telemóvel estava aos berros.
Era o Carlos…
- Pá, estás acordado?
- Não, é impressão tua, estou a sonhar por isso diz lá depressa o que queres.
- Levanta-te, vamos almoçar a Coruche, tenho lá umas amigas porreiras e pode ser que a coisa se dê.
- Se dê? - pergunto eu, ainda idiota de sono.
- Lá estás tu armado em triste, até parece que não gostas de gajas, levanta esse cu da cama, estamos aí daqui a meia hora.
- Não dá, pá, tenho outros planos, vão vocês. E Carlos…
- Sim?
- Se me voltas a ligar às 10 horas d’um Sábado estás lixado comigo.
Desliguei perguntando-me porque raio só tenho amigos de ‘tremoço’ e voltei a dormir.
Bem, não vos quero enfastiar, o telefone tiniu sem parar e tocaram-me à campainha 6 vezes, durante o dia.
DA-SEEEE, como é difícil estar-se sozinho!!!


antídoto às 23:16 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006
É verdade, rendi-me.
Resisto sempre a tudo o que se torna fenómeno de massas, só leio os livros da moda quando passam de moda, estive anos sem querer telemóvel, até com o micro-ondas esperneei. Juro que quis distância de ser mais um a ter um blog sem nada de novo para dizer.
Mas, pronto, que se lixe, rendi-me, vou estimá-lo, fazer-lhe a rodagem, cumprir religiosamente as datas das revisões e esperar que ele pegue à primeira e nunca me deixe apeado.
Eu já cá estou, vocês... sejam bem vindos.


antídoto às 23:36 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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