Terça-feira, 24 de Abril de 2007
Ainda era cedo e o bar estava quase vazio. Atravessou-o dirigindo-se à mesa dos amigos com quem tinha marcado encontro.
Ele foi-lhe apresentado. Moreno, olhos escuros, um sorriso gaiato sempre a bailar-lhe nos lábios.
Sem quase se darem conta conversaram e riram durante o resto da noite, quase ignorando os amigos.
À despedida trocaram números de telefone, ele pôs-lhe a mão na nuca, deu-lhe dois beijos e segredou-lhe que tinha adorado conhecê-la.
No dia seguinte recebeu uma sms: “pensei em ti…”
Ao lê-la, abriu um sorriso rasgado e sentiu o coração a bater-lhe no peito.
Passaram a semana a trocar mensagens, pequenos telefonemas, combinaram jantar na Sexta seguinte.
E de novo ocorreu a conversa fácil, a empatia e a sedução mútua.
Levou-a a casa, trocaram um beijo profundo, convidou-o a subir.
Amaram-se pela noite fora, num frenesim de paixão. E na noite seguinte e na seguinte…
Ela andava nas nuvens, sonhando acordada, vibrante de vida.
Algumas semanas depois começou a senti-lo distante, impaciente, menos disponível.
E um dia ele telefonou-lhe e disse-lhe «preciso de falar contigo»...
Alice Cooper - No Time For Tears

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21 comentários:
De Mulheka a 27 de Abril de 2007 às 01:14
Ainda bem então ;)


De Actriz Principal a 26 de Abril de 2007 às 19:05
Sabes que, hoje em dia, o amor eterno consegue durar... um mês! E às vezes nem isso.


De antídoto a 26 de Abril de 2007 às 14:23
star - Eles andem aí : )

mulheka - Ok, desculpa, exagerei na resposta e vou reformular. Os continhos que vou escrevendo aqui não são autobiográficos, pessoalmente não reprimo e sou até muito liberto. O que não quer dizer nada.


De Mulheka a 26 de Abril de 2007 às 13:36
E quem aqui falou em finais cor-de-rosa ou romances de revista?
Simplesmente, se acabarmos com algo a meio, seja por medo ou qq outra razão... nunca saberemos qual seria o final natural.
Tanto poderia dar certo como não, mas sao coisas da vida e temos que correr esse risco. Se soubermos o final... qual é a graça da coisa?


De STAR a 26 de Abril de 2007 às 12:07
Eu só gostava que me acontecesse a primeira parte da história...

O "preciso de falar contigo" era desnecessário.


De antídoto a 26 de Abril de 2007 às 02:20
mize - Assunto para um post.

pipi - Heeee... ainda bem que é só quase.

velas - Detesto spam, mesmo o manual.

lua - Boa interpretação.

mulheka - Fumei um cigarro e meditei nas tuas sábias palavras.
Está decidido, de hoje em diante só escrevo finais côr-de-rosa. (agora vou ali comprar o Corim Tellado ou Teladdo ou Teelladdo, ou lá o qu'é).


De Mulheka a 26 de Abril de 2007 às 01:25
E porque nao sentir, em vez de falar?
Não dizes que era mútuo? Então porquê complicar o descomplicado? As vezes quando tentamos ser racionais por pensar ser o mais certo, só erramos.
Não reprimas... liberta!


De luafeiticeira a 26 de Abril de 2007 às 00:53
Pois, há expressões como essa "preciso de falar contigo" que se vê logo qual vai ser o assunto. Se fosse algo de positivo, não precisaria desse cliché.
jocas


De as velas ardem ate ao fim a 25 de Abril de 2007 às 12:31
Feliz dia da liberdade!

bjos


De Pipi a 25 de Abril de 2007 às 09:50
Não sei o que ele lhe disse, mas pelo menos tinha algo para dizer...de mal o menos...há quem esgote estas relações e saia num silêncio e cobardia perturbadores que quase matam quem com eles nao sabe lidar


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