Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
Ao comentar a nova Lei do Tabaco, Miguel Sousa Tavares fez uma comparação descabida, declarando que “o fumo nos restaurantes, que o Governo quer limitar, incomoda muitíssimo menos do que o barulho das crianças - e a estas não há quem lhes corte o pio”.
O que ele foi dizer, ‘cruz, credo, vá de retro Belzebu’!
João Miguel Tavares, também jornalista, decidiu comentar o comentador e, depois de várias palermices, terminou com uma idiotice: “A não ser que, em nome do supremo amor às boas maneiras, se faça como os paizinhos da pequena Madeleine: deixá-la em casa a dormir com os irmãos, que é para não incomodar o jantar”.
E pronto, assim nasceu o tema mais importante, diria mesmo fundamental, da semana, a par do desaparecimento da criança inglesa.
Não houve rei nem roque que não botasse faladura, não opinasse, não dissecasse, não aprofundasse, não se sentisse atingido, não revidasse, nos cafés, na rua, no trabalho, na blogosfera.
Assaltam-me duas ideias principais:
- Que é crime declarar que as criancinhas incomodam (e em algumas circunstâncias incomodam mesmo);
- E que somos mesmo um país de gente da treta que só se interessa por banalidades sem importância nenhuma.
.
Se acreditasse em Deus era agora que exclamaria: Deus me dê paciência. Mas tem que ser já!


The Cure - Lullaby


antídoto às 18:08 | link do post | comentar

17 comentários:
De alexiaa a 16 de Maio de 2007 às 22:01
Eu vinha lançada para discursar mas depois comecei a ler os comentários e achei que já não valia a pena...até porque a Inês resumiu de forma "curta e grossa" uma ideia que considero de muito bom senso.
Por fim...uma palavrinha acerca do "ele há com cada uma que até parecem duas"...fala-se de lagartixas??:)))


De antídoto a 16 de Maio de 2007 às 20:15
Ele há cada uma que até parecem duas...


De AEnima a 16 de Maio de 2007 às 20:07
esta a passar esta musica agora mesmo aqui, no cafe :)


De antídoto a 15 de Maio de 2007 às 17:11
A Inês falou e disse.
Tanto fumar como ir a restaurantes com crianças não são primeiras necessidades e só nesse sentido são comparáveis. A educação de não incomodar terceiros aplica-se aos dois casos.
Há restaurantes onde se pode perfeitamente levar crianças, a outros não, muito menos se forem bebés de colo.
E sou pai e fumador.
Mas a questão é que isto não merece tanta discussão, pelo que me fico por aqui nos comentários.


De Inês a 15 de Maio de 2007 às 16:48
Faltou dizer que deixei de fumar há 22 anos.


De Inês a 15 de Maio de 2007 às 16:48
Cada vez tenho menos paciência para fundamentalismos (quaisquer que eles sejam).
Todos nós convivemos, em crianças, com o fumo. É certo que nessa altura não se tinha a noção do mal que fazia. Mas acho que é uma coisa que não se pode impor a ninguém! Que haja então sítios onde seja permitido fumar.
E quanto às crianças é verdade que incomodam sim senhora, e a culpa não é delas e sim dos pais. Cada um dá a educação que quer aos seus filhos, é verdade, mas também é verdade que não tem o direito de os impôr aos outros (ainda sou do tempo em que havia sítios onde não se levavam as crianças).
Quanto à comparação que fizeram com o caso da criança desaparecida é de extremo mau gosto!
Mas digo que se não tiverem ninguém a quem deixar as crianças esperem que elas cresçam e se saibam comportar ou então que tal ir à Pizza Hut ou ou McDonald's?


De Mize a 15 de Maio de 2007 às 16:38
não?!! devemos estar em canais diferentes. Porque nao consigo entender o que será mais importante focar, um pai a vociferar por causa do barulho que as crianças provocam ou o local onde podemos fumar. Eu li quer a crónica do Sousa Tavares, quer a resposta do João Miguel Tavares. E, afirmo e sublinho que sou contra extremismos, sejam eles quais forem. O que não me deixa indiferente nem tão pouco calada é o egoísmo com que certas pessoas vivem. Vivem delas e para elas.
E, continuo a achar que ESTA coisa explicita é muito mais importante do que a subentendida.


De antolho a 15 de Maio de 2007 às 15:38
Exmo. Sr. Antídoto, ainda bem que mo lembra, assim q chegar a casa, a ver se não me esqueço de fechar a garagem e manter o motor do carro ligado com os filhos lá dentro, e de cada vez q me pedirem água, negar-lha e dizer q só podem beber refrigerantes, etc, etc.


De antídoto a 15 de Maio de 2007 às 13:17
Nota: Não sou ex-fumador há muito tempo.
Mas do que gosto mesmo é de não ser um cretino com antolhos.


De antídoto a 15 de Maio de 2007 às 13:13
anónimo 1 - Pois.

div - Pois.

mize - heee... não sei bem se te percebi...

mau - A minha avó também dizia.

anónimo 2 - Incrível, não é? E ao peixe que anda cheio de mercúrio, à carne que anda cheia de hormonas, às aves que andam engripadas, aos legumes que é só pesticidas, aos refrigerantes que é só açucar, à comida de plástico, à água que anda poluída... Digo mesmo mais, não sei como se deixam sair as criancinhas de casa, o ar é só gazes do escape dos automóveis. E as bactérias, os vírus, a chuva àcida, o buraco do ozono...
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!
Porque padecem assim?!
Meu Deus, meu Deus...


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