Domingo, 13 de Janeiro de 2008

 

Buscamos o autoconhecimento , vivemos de acordo com aquilo que para nós é ideal, decidimos o que queremos e não queremos, dizemos a nós próprios que isto e aquilo nunca faremos, pelas mil e uma razões que garantidamente nos dizem que assim será.

 

Adquirimos imensas certezas e temos a tendência de pensar que as nossas certezas são boas para nós e para os outros.

 

Arrogamo-nos a capacidade de aconselhar os amigos nas horas de crise emocional, esquecendo que é impossível sentir e verdadeiramente perceber o que eles sentem e vivem nesses momentos.

 

A verdade é que cada um de nós vê o mundo, a vida e os outros através das lentes baças do lastro genético e educacional que transportamos e debitamos as nossas sentenças filtradas pelos muitos pré-conceitos que julgamos até não possuir.

 

Mas, ao contrário do que muitos afirmarão de si próprios, o nosso interior não é um mundo metódico, é antes uma desarrumação, um conjunto desconexo, incompleto e em permanente mutação, capaz de nos surpreender quando menos esperamos.

 

Como é que podemos, assim, pretender ter garantias e certezas absolutas sobre nós, os outros e as relações que com eles construímos?


Quere-lo não será uma utopia, algo inatingível, uma luta inglória que acaba por se tornar contraproducente?


Até porque, de vez em quando, nos cruzamos com pessoas com quem todas as nossas crenças, certezas e arrogâncias se esvaem...

 

 

Música: Danni Carlos - Coisas Que Eu Sei


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antídoto às 09:30 | link do post | comentar

20 comentários:
De egodependente a 13 de Janeiro de 2008 às 22:17
:)))))))))))))))))))))

(esta é mesmo a a minha expressão real, mas sem nariz)

Concordo plenamente sem mais nada a acrescentar. E optima escolha músical.

Um beijinho por aqui (e outro por lá)


De antídoto a 13 de Janeiro de 2008 às 22:59
Tens que meter nariz nisso. :)


De Orquidea a 13 de Janeiro de 2008 às 22:32
Pois... não sei... Acho que nem vou perder tempo a pensar nisso!


De antídoto a 13 de Janeiro de 2008 às 22:58
Exactamente


De clara a 13 de Janeiro de 2008 às 23:28
Este discurso não é um bocado redundante? Ao dizer "Como é que podemos, assim, pretender ter garantias e certezas absolutas sobre nós, os outros e as relações que com eles construímos?" não estás a pôr e dúvida tudo aquilo que escreves (agora e depois)? Ao quereres que não nos julguemos uns aos outros não estás a julgar os julgadores, transformando-te a ti próprio num deles?



De antídoto a 14 de Janeiro de 2008 às 00:52
Xa lá, não penses mais nisso.


De alma_transparente a 14 de Janeiro de 2008 às 10:17
Eu ando em arrumações...até quando não sei! :)


De antídoto a 14 de Janeiro de 2008 às 19:08
E passar a ferro, topas?


De Mrs. Jones a 14 de Janeiro de 2008 às 11:49

É verdade que a vida é um eterno ciclo de consolidar certezas e vê-las cair por terra. É um contínuo de arrumar e desarrumar "a casa", para chegar circularmente à conclusão que, por muitas e boas que sejam as nossas "prendas domésticas", nunca nada está no lugar.

Não podemos, de facto, ter TODAS as certezas sobre nós e sobre os outros. Mas quere-lo NÃO é contraproducente.

É a essência. Estender a mão e tocar o outro (e sobretudo deixá-lo tocar-nos) dá trabalho e leva tempo. Mas é o caminho que de facto conta.

Aliás, que mais é que há?


De antídoto a 14 de Janeiro de 2008 às 19:12
Que mais é que há? Tanta coisa...

A questão é que nos levamos, a nós e à vida, demasiado a sério.

E eu procuro simplificar...


De Mrs. Jones a 14 de Janeiro de 2008 às 20:22

"Tanta coisa"... resposta tão vaga...



De Alex a 14 de Janeiro de 2008 às 17:10
Às vezes ao domingo também acordo a pensar assim... mas depois passa, lá para quarta ou quinta feira... lol...


De antídoto a 14 de Janeiro de 2008 às 19:15
E à sexta está tudo varrido.


De Mize a 15 de Janeiro de 2008 às 15:23
eu sou, eu não sei nada e eu quero!!! :-)


De antídoto a 16 de Janeiro de 2008 às 16:40
Querer é poder... dizem.


De Flor a 16 de Janeiro de 2008 às 22:00
Há coisas que podem e devem ser pensadas mas, no plano das relações, há muito mais para sentir do que para pensar...


De antídoto a 18 de Janeiro de 2008 às 00:59
Sim, mas o pensar não anula o sentir...


De Flor a 18 de Janeiro de 2008 às 23:16
Mas o pensar pode complicar! É assim a modos que o medo do incerto e do futuro a vir contra nós... Eu afasto logo as nuvens! Pode ser que um dia as enfrente, não sei, não vou pensar...


De Crisálida a 29 de Janeiro de 2008 às 01:59
Eu AMEI os teus posts... Adorei a forma como escreves, e a forma como pensas. Estarei cá todos os dias.



De antídoto a 29 de Janeiro de 2008 às 09:17
A chave está debaixo do tapete.


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