Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
As predadoras que têm como único e declarado interesse comer gajos, depois ressentem-se por serem tratadas como carne.
.
Passam a vida a afirmar, sem quaisquer margens para dúvidas, que todos os homens sãos uns cabrões, mas só se sentem realizadas a viver nesse circulo e a agir exactamente como eles.
.
Esperam exactamente o quê?
. 
Não critico a forma como cada um vive a sua vida e alimenta o corpinho, ninguém tem nada a ver com isso.
.
Sei que nada do que é humano é linear e que  nada na vida  é 100% satisfatório. 
. 
Mas, ao fazermos as opções que fazemos, devíamos assumir e aceitar o que podemos esperar delas e não passarmos a vida em conflitos internos.
 
O facto é que não importa nada aquilo que o mundo é, o que importa é a forma como o vemos e vivemos.
 
E ele anda tão cheio de ceguinhos…
 
 
Música: Mala Rodriguez - Por La Noche


antídoto às 21:32 | link do post | comentar

24 comentários:
De clara a 3 de Dezembro de 2007 às 22:56
Conclusão do fim de semana?


De antídoto a 3 de Dezembro de 2007 às 23:29
Não, lembrei-me assim de repente.


De Mrs. Jones a 4 de Dezembro de 2007 às 11:57
Por acaso não concordo (ai, ai).
Parece-me que englobas no conceito de "predadoras" mulheres com comportamentos e objectivos diferentes.

Sendo as "predadoras" aquelas que procuram o sexo puro e duro (de preferência) com o objectivo único do prazer físico - comportamento até há poucas décadas considerado tipicamente masculino - não me parece que se melindrem muito com as sacanices dos "cabrões dos homens". Aliás, estou convencida que abandonam rapidamente a cama depois "da merenda comida", perdendo pouco tempo com considerandos de ordem afectiva.

Depois, há as outras. As que tentam preencher o insuportável vazio dentro delas... mas que continuam a preencher, sistemática e atarantadamente, o vazio errado. Poderás dizer que o fazem por opção própria. Eu acho que é mais erro de cálculo, mas isto sou eu...


De antídoto a 4 de Dezembro de 2007 às 14:35
Talvez, mas o que me parece é que o número de mulheres verdadeiramente indiferentes é, ainda, muito diminuto.
Há é muitas a pensar que sim, a actuarem em consonância e a deixarem-se envolver emocionalmente.
Claro que nunca o confessam aos rapazinhos...


De Mrs. Jones a 4 de Dezembro de 2007 às 15:21

"E a deixarem-se envolver emocionalmente."

Sim... e então?

Até parece que é algo a evitar a todo o custo...



De antídoto a 4 de Dezembro de 2007 às 15:30
treloc treloc treloc...


De Mrs. Jones a 4 de Dezembro de 2007 às 19:34
Treloc, treloc, uma ova.

Deixas transparecer, nas tuas palavras, uma crítica às mulheres que iniciam um relacionamento meramente físico e depois, tontinhas, se deixam envolver emocionalmente.

Como se os envolvimentos se planeassem como quem aponta compromissos na agenda do outlook (e nem mesmo esses são infalíveis).

E "não o confessarem aos rapazinhos" não tem de ser sinal de que andam "ceguinhas". pode até ser, atendendo aos traços de carácter que vêm nos felizes contemplados, uma acto de grande lucidez.

E pode ser, acima de tudo, "fazer uma opção e assumi-la".


De antídoto a 4 de Dezembro de 2007 às 21:44
Tu respira, vai reler, incluindo os comentários e vê lá se estamos a falar da mesma coisa.


De www.egodependente.blogspot.com a 4 de Dezembro de 2007 às 13:32
Os seus textos são apeteciveis de comentar (e isso é raro). Não tenho muito mais a acrescentar pois a Mrs Jones disse tudo. Deixe me acrescentar que muitas vezes as mulheres "predadoras" não são mais do que mulheres. Quem defende a igualdade de direito de expressão não pode pedir que a mulher espere o primeiro passo do homem, se faça de dificil e depois (e só depois) um "ok...vamos lá a isto já que tanto insistes". Mas no fim de tudo, é bom que o homem, de vez em quando, se sinta um pouco de "carne para canhão". Ajuda a ver o outro lado da coisa (portanto, a todas as mulheres comilonas...o meu obrigada)


De antídoto a 4 de Dezembro de 2007 às 14:42
Não são mais do que mulheres?

Houve aí algo mal entendido, eu não as diminuo em nada, nem as critico por isso.

Apenas penso que, eventualmente, ainda serão necessárias umas décadas de 'treino' para conseguirem ser genuinamente indiferentes.

Se é que isso é desejável...



De www.egodependente.blogspot.com a 4 de Dezembro de 2007 às 16:47
Tem duvidas que é desejável? eu não tenho duvidas nenhumas e digo isso sem problemas.


De www.egodependente.blogspot.com a 4 de Dezembro de 2007 às 16:50
O problema de não comentar muito é esse. Fico alterada. Vamos recomeçar.

"tem duvidas que isso não é desejável? é que eu não tenho duvidas nenhumas de que isso NÃO é desejável. De todo. "

Assim é que é.


De antídoto a 4 de Dezembro de 2007 às 17:22
Alterada?

Cada um é como cada qual (sempre gostei desta tirada tão expressiva).

Eu não tenho a mesma opinião, gosto dos afectos, da amizade e do prazer na companhia, ainda que não vá haver sexo.

Quando as coisas são bem claras, devia ser fácil este tipo de relacionamento, mas, lá está, apesar da lealdade, poucas pessoas têm estaleca para o aguentar...

Mas continuo a preferi-lo em contrapartida à queca sêca.





De antídoto a 4 de Dezembro de 2007 às 17:40
Ups, agora fui eu que me alterei : )

Acho que dissemos exactamente o mesmo, verdade?


De www.egodependente.blogspot.com a 4 de Dezembro de 2007 às 18:57
sim, acho que sim. No fundo o que quero dizer é que as coisas são o que são, têm o valor que têm e valem o que valem (na continuação de tiradas expressivas)...



De Stephen King a 4 de Dezembro de 2007 às 16:49
Sinceramente, e se me é permitido, julgo que tem tudo a ver com mecanismos de inversão de poder. Ou indecisão. Como se não se soubessem exactamente aquilo que são os objectivos. Porque se predam e depois queixam-se que são vistas como carne, a conclusao que se retira é muito mais sinistra, ou seja, parece que o intuito é provocar laço ou marca emocional, que, perdoem-me, é matéria muito sensível, e com a qual não se deve brincar.
Nada tenho contra os predadores(as), até porque os maiores que conheci até hoje sao perfeitamente honestos quanto à sua condição, e as taxas de sucesso só sobem em razão directa dessa honestidade. Quando uma predadora se queixa da sua aparente unidimensionalidade, é algo parecido a um às queixas de um leão relativas à excessiva velocidade da gazela, depois de a ter morto.
Fazer género ou não, a verdade é que não faz sentido algum.
Predadoras, assumam-se. E se por acaso querem um olhar especial dos predados, lembrem-se que quem anda à chuva...

Bom post! :)

Boa tarde


De antídoto a 4 de Dezembro de 2007 às 17:31
Exactamente.

Porém, as emoções não são primas da lógica racional, nem analisáveis com base em princípios matemáticos.

Raras são as pessoas que se conhecem bem a elas próprias e, como disse um senhor bem conhecido, o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira.


De Mizé a 5 de Dezembro de 2007 às 09:16
Claro que custa a perceber e muito.
Enquanto houver pessoas que pensam que basta alimentar o corpo esquecendo-se da alma, vão ser sempre ceguinhas e famintas.


De antídoto a 5 de Dezembro de 2007 às 10:59
Isso é um pouquinho de exagero, não será?

Nem toda a gente tem a capacidade de se apaixonar com facilidade e há quem não faça depender o seu bem-estar emocional de terceiros.

Há quem opte por estar sozinho e viva muito bem com isso, o que não implica abstinência sexual.





De Mrs. Jones a 5 de Dezembro de 2007 às 12:24

Dás uma no cravo outra na ferradura, como dizia a minha avózinha.

Vai-se a ver... as gajas é que são incompreensíveis.


De antídoto a 5 de Dezembro de 2007 às 13:30
Pois eu acho que sou é equilibrado :)


De Mrs. Jones a 5 de Dezembro de 2007 às 13:34

Sim, sim.

Olha: treloc, treloc...


De antídoto a 5 de Dezembro de 2007 às 13:45
O que eu escrevi foi sobre as "...que têm como único e declarado interesse comer gajos..." e há cada vez mais a publicitá-lo orgulhosamente.

Para essas, não tenho paciência para os queixumes.

Até porque, em muitas delas, as queixas não acontecem como excepção, são coisa redundante e lembram-me a história do Pedro e do lobo.

Tal como não tenho muita pena de quem se apaixona de 3 em 3 meses...


De Mrs. Jones a 5 de Dezembro de 2007 às 19:06
Pronto, atão.

Como já disse em cima, das primeiras conheço algumas. Não se queixam, nem têm pruridos de ordem afectiva.

Dos segundos, conheço muitos. Paixões assolapadas, a partir aí dos 10, 11 anos (ou até menos) surgem como cogumelos em climas húmidos. São como as quedas de bicicleta... magoam, mas ajudam a crescer.

"Quem não faça depender o seu bem estar emocional de terceiros" é que não conheço pessoalmente. Conheço quem tente, mas assim.. . conseguir... mesmo conseguir... não tou a ver.

Mas sei que os há. Os monges do Tibete, por exemplo. As Carmelitas Descalças também têm tido algum sucesso, dizem.
Bem... e o Pai Natal passa a maior parte do ano sozinho...


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