Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007
Aparentemente já tudo foi discutido e dito sobre este tema, mas vale sempre a pena reflectir.
Eu vivo num país em que os apoios sociais aos mais desfavorecidos são uma realidade sem mácula, prestados atempadamente, por técnicos qualificados, com meios inesgotáveis ao seu dispor.
Em que foi criada a sociedade perfeita, onde todos, sem excepção, têm acesso à educação, à saúde, ao trabalho bem remunerado, à cultura, enfim, a viverem uma vida digna desse nome.
Num país que zela pelo crescimento e desenvolvimento saudáveis das suas crianças, lhes dá um sistema educacional perfeito, as ensina a pensar e lhes oferece todas as oportunidades de desenvolverem as suas capacidades específicas.
Na sociedade perfeita em que vivo, livre de preconceitos e hipocrisias, é inconcebível que o governo não assuma as suas responsabilidades, delegando-as em referendos, ostentando um síndrome de Pilatos em que se pretende sair do processo de mãos limpas.
É, assim, inenarrável que ainda aconteçam gravidezes não desejadas e, horror supremo, que alguém defenda o direito ao aborto, ainda por cima “pago com os impostos” de seres superiores como eu.
Por tudo isto sou contra!
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Vejam aqui o abaixo transcrito.
O que é que faz da vida humana sagrada no desprezo radical das outras? De que é que falamos quando falamos de vida? E de humano? David De Grazia, autor de "Taking Animals Seriously" coloca o dedo na ferida: "A nossa intermitente angústia moral acerca do aborto de embriões/fetos humanos demonstra que não somos sempre cegos em relação aos direitos dos fracos e sem defesa; mas as nossa vítimas dentro do útero são, do ponto devista neurológico e psicológico, muito menos desenvolvidas que as vítimas da nossa última refeição"


antídoto às 23:06 | link do post | comentar

6 comentários:
De antídoto a 8 de Janeiro de 2007 às 19:24
Mulher de 47 anos, presumo...
E, olha lá, se eu confessar condenas-me só a trabalhos es-forçados?


De Anónimo a 8 de Janeiro de 2007 às 18:57
Dá-me cá uma vontade de voltar atras, retomar práticas antigas e re-começar a condenar à morte todos os homens que se masturbam, por estarem assim a eliminar vida de Deus!

...... e depois, só de pensar nas investigações necessárias à condenação.... aieeee que me dá cá um formigueiro!


De antídoto a 3 de Janeiro de 2007 às 21:21
Muito provavelmente ninguém é a favor do aborto, não acredito que nenhuma mulher o faça de ânimo leve, mas há aquela questão do mal menor e, nas actuais circunstâncias, sou completamente a favor.


De A a 3 de Janeiro de 2007 às 20:10
Não estou certa de ter percebido o seu texto... final é a favor ou contra o Aborto?

A favor do Aborto acho que ninguém deva ser...


De antídoto a 3 de Janeiro de 2007 às 10:09
Bigado, mizé, dou autógrafos aos fins-de-semana : ))


De Mize a 3 de Janeiro de 2007 às 09:51
Bolas..bolas... sou tua fã!! (desculpa a expressão, mas fiquei mesmo contente com este post)
Danço pois!


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