Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
Já todos devem conhecer a história do casal bósnio que se conheceu e apaixonou na Internet e, quando marcaram o primeiro encontro, descobriram que eram marido e mulher.
 
Nem vou aqui discutir as relações virtuais, para mim não são nem melhores nem piores que quaisquer outras.
 
O que me deixa realmente a matutar é o fenómeno geral do enamoramento.
 
Aqueles dois mocinhos apaixonaram-se e casaram, deixaram morrer a relação e reapaixonaram-se na Internet, sem saberem que estavam a falar com a mesma pessoa com quem viviam.
 
Afinal eram ideais um para o outro ou não? Aparentemente sim, tinham tudo em comum. Apenas não se podiam ver.
 
O que faz com que acabe a comunicação entre um casal? O que é que mata as relações?
É que idealizar o outro é muito bonito e estimulante, mas a realidade do dia-a-dia é uma coisa completamente diferente.
 
Porque é que trocamos os nossos parceiros por outras pessoas?
Fácil. Com o outro é tudo bom, tudo novidade, tudo desejo, tudo disponibilidade, tudo namoro.
 
Com a nossa companhia de anos já nada é estimulante, com ela partilhamos as preocupações, os problemas, o tédio, os cheiros, o mau feitio...
E se a trocarmos, em poucos anos vamos ter exactamente o que tínhamos com a anterior.
 
Eu gostava mesmo de acreditar que é possível, mas acabo sempre a pensar que o amor é uma ilusão, ou antes, que o amor tem um prazo de validade.
 
E já estou a ouvir todos os apaixonados e românticos a debitarem os argumentos que todos conhecemos e ainda bem que assim é, mas…
 
Mas nada.
Saciar o corpinho é muito bom, mesmo sem amor, mas quando o fazemos com paixão é que percebemos a diferença.
 
Só por isso é que nunca digo nunca.
 
Música: David Fonseca - Hold Still

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antídoto às 15:07 | link do post | comentar

21 comentários:
De cacau a 15 de Outubro de 2007 às 15:43
Gosto de acreditar que anda por aí o amor da minha vida... Aquele dos contos de fadas, que é para sempre... :) Eu não sei se gosto de acreditar, ou se não quero deixar de acreditar... enfim.


De antídoto a 15 de Outubro de 2007 às 16:41
Desejo-te uma alma gémea cheia de prosperidades : )


De clara a 15 de Outubro de 2007 às 15:47
Tenho uma teoria sobre isso também. Acho que o amor e a paixão só vivem enquanto tiverem qualquer coisa que se lhes oponha, qualquer espécie de barreira.

Faz-me confusão que assim seja, no entanto. Porque sei que a maior parte das amizades se fortalece com o tempo mas o amor se desfaz sempre na espuma dos dias (a menos que tenha algo que o dificulte).

E vejo que todos os casamentos (os bem sucedidos) ao fim de um certo tempo vão todos dar a uma amizade com add-ons. Se calhar as nossas expectativas é que estão erradas.


De antídoto a 15 de Outubro de 2007 às 16:42
Humm... essa é similar à teoria de que quem tem que lutar para sobreviver nunca tem tempo para ser infeliz no amor...

Também tenho uma teoria, mas fica para um futuro post.


De antiego a 15 de Outubro de 2007 às 16:53
Gostei muito deste artigo. E estou a vivê-lo. Recém-divorciado. Parabéns, palavras bastante sábias


De antídoto a 15 de Outubro de 2007 às 16:57
Junta-te ao clube.


De Pintas a 15 de Outubro de 2007 às 19:01
Esta história cheira a mito urbano por todo o lado...


De antídoto a 15 de Outubro de 2007 às 20:45
Sabe-se lá, também ouvi dizer que há quem ganhe no euromilhões...


De Maria Moura a 15 de Outubro de 2007 às 19:38
Eu e o James Blog também andamos de candeias às avessas.
Acho que o gajo me anda a trair como uma outra Maria qualquer.
Tarda nada carrego na tecla delete e mando-o pró espaço.

A paixão tem prazo de validade. O amor não sei.
Vou ali ao Google. Pode ser que ele saiba.


De Maria Moura a 15 de Outubro de 2007 às 19:41
...com uma outra Maria (chiça! detesto gralhas!)


De antídoto a 15 de Outubro de 2007 às 19:52
Como é que não me lembrei disto, realmente o S. Google sabe tudo.

Eu a única coisa que sabia é que voltarias para rectificar


De Antis a 15 de Outubro de 2007 às 21:09
Tenho um conceito de amor muito diferente do teu, das relações nem tanto assim.
Aconselho-te a ler do Enamoramento e Amor do Francesco Alberoni.Beijos ó gajo


De antídoto a 15 de Outubro de 2007 às 21:30
E o conceito? E é teu ou do Alberoni?


De OMelhorDasNossasIdades a 15 de Outubro de 2007 às 23:59
Antes de mais.. Hold Still and i find you ...linda (sou romântica !)

E a seguir vem o amor...a mim, hoje, o que me apetece dizer é que o amor deve existir algures! há pessoas que dizem que sim, e essas, provavelmente não estão a escrever comentários e a fazer charme a um antídoto ....nem a escrever post estúpidos como acabei de fazer...mas enfim...há dias para tudo e hoje deve ser um mau..., ou se calhar até não!

Su


De antídoto a 16 de Outubro de 2007 às 01:10
Vem de mansinho que eu sou tímido


De Mize a 16 de Outubro de 2007 às 09:31
Tema muito complicado o deste post. Muito emaranhado, muitos "se" e "talvez"... estou ali num cantinho a ouvir a música! :)


De antídoto a 16 de Outubro de 2007 às 10:11
Hold still : )


De tasha a 16 de Outubro de 2007 às 10:37
Confesso: às vezes acordo de manhã, olho para o lado e me pergunto: 'O que raio eu ainda faço com este gajo?'. E o tempo passa, a perguintinha martelando no fundo da mente, escondida pelos afazeres do dia a dia, pela rotina do estar junto.
E um dia, acordo de manhã e penso: 'Como gosto deste gajo...'
Volúvel? talvez... Amor? Sem dúvida... Romântica? LOL Nunca fui.
Acho q o amor é um estado de espírito, como outro qualquer. E um dia a gente se descobre apaixonado/a novamente pelo companheiro/a.


De antídoto a 16 de Outubro de 2007 às 11:32
Ainda bem para ti...


De a 16 de Outubro de 2007 às 10:50
Farto-me rápidamente das manias (chamemos-lhe assim...) do outro(s), sou pouco tolerante, á primeira coisinha que faça...vai logo de patins...et voilá!!!


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