Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

“Todos os homens morrem, mas nem todos vivem”
Esta frase, proferida por William Wallace num contexto próprio, serve que nem uma luva para definir a forma como muitos vivem.
Medo de arriscar, medo de explorar, medo de dizer, medo de parecer, medo de assumir, medo de mostrar, medo de pensar, medo de sentir, medo do futuro, medo da velhice, medo de amar, medo de sofrer, medo, medo, medo.
E assim vão caminhando dia após dia, numa semi-vida cinzenta, frustrada, insatisfatória, incompleta, contida, pendente do amanhã, crente numa felicidade sempre futura.
Vejo tanta gente dedicada a cinzelar detalhadamente as suas decepções e infelicidades, amorosas ou não, a ser vencida pelo arrastar dos dias, a deixar-se resvalar para a depressão, a cair na inanição, como se a alegria de viver estivesse umbilicalmente ligada a algo ou a alguém, para além de si próprios.
Em 2006 venderam-se em Portugal 80 milhões de euros em sedativos e ansiolíticos, o que diz bem do estado geral da nossa saúde mental e de como são contra-natura as normas que nos regem e a sociedade que criámos.
E se experimentassem mudar o rumo, se deixassem de lamúrias, libertassem de amarras mentais e agissem, hun?
É que só há duas maneiras de viver: esperar que a vida aconteça ou fazer a vida acontecer.
E o tempo é tão curto…

Aimee Mann - Wise Up


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antídoto às 20:07 | link do post | comentar

15 comentários:
De Tuxa a 2 de Maio de 2007 às 21:55
E ter coragem de fazer a ruptura com o adquirido e seguro e desbravar caminho. Ser um descobridor da propria vida, parece-me uma bela maneira de viver. Gostei do post, tal como gosto de ler tudo o que signifique aproveitar a vida na sua plenitude. E arriscar.


De cs a 29 de Abril de 2007 às 21:09
isto é "magnolia". Tenho um post com ela. caso lhe interesse dia 25 de julho está por cá


De Helluah a 29 de Abril de 2007 às 07:53
o problema, ou actual situacao, dependendo de como assimilamos essa inercia pela vida, eh que cada vez mais, as pessoas acomodam-se, para a grande maioria das pessoas o mais importante eh conseguir pagar as contas, o que podera ser encarado hoje em dia como uma necessidade basica, o que deixa como superfulo prazeres simples como apreciar o por do sol, ou sentar num jardim e sentir a natureza... o tempo eh curto e so nos apercebemos disso quando nos reformamos e ao olhar p tras nao realizamos nada dos nossos sonhos de crianca!


De Kruella a 28 de Abril de 2007 às 21:17
Há situações na vida de cada pessoa que as leva abaixo. Mais tarde ao olhar para trás vemos que a coisa até podia nem ser tão grave. Nós é que demos uma importância desmedida naquele momento. Depois...é aguentar como se pode...porque tudo passa na vida...e se houve uma dor provocada por outros é só construir as devidas muralhas para não deixar acontecer outra vez!
E aprendemos sabiamente que não devemos deixar que o que queremos nos seja oferecido. E se por alguma razão formos obrigados a fazer essa espera então que esse compasso de tempo seja aproveitado da melhor forma...na desbunda! Sempre a sorrir e a brincar...não há mais tempo para tristezas...como TU disseste...o tempo é curto!
Beijo.


De Mulheka a 28 de Abril de 2007 às 19:59
Concordo com cada palavra meu caro!
No entanto, não posso deixar de dizer que por vezes é mt dificil e há quem não o consigo fazer.


De maria desejo a 28 de Abril de 2007 às 18:59
Certo, tudo isso.
Até estou num momento desses.

Mas é tão mais fácil dizer do que fazer... ó se é!


De maria d'as dores a 28 de Abril de 2007 às 14:45
E rir, caro antídoto, ainda é o melhor remédio para tropeções e afins! ;)


De antídoto a 28 de Abril de 2007 às 14:15
Quanto mais se vive mais tropeções se dá, a questão é não ficar agarrado a eles, não lhes dar tanto valor, doem mas vai chegar o dia em que nos rimos deles.


De Pipi a 28 de Abril de 2007 às 12:27
Muito bonito este seu post antídoto.
Só é pena o racional não comandar o emocional. Pois é, há razões que a própria razão desconhece...
Mais uma tentativa..vou imprimir este seu post e fazer dele uma leitura diária. Bjos


De STAR a 28 de Abril de 2007 às 11:00
O pior é quando queremos muito que a vida aconteça, e mesmo fazendo tudo para isso, só encontramos os tais tropeções....


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