Domingo, 11 de Fevereiro de 2007
Com tanta abstenção cheguei a temer, mas o sim ganhou e bem.
Hoje podemos sorrir a gostar um bocadinho mais deste país que se vai libertando muito lentamente das grilhetas mentais que o emperram.
Mas temos que ter a noção de que tudo está ainda por fazer.
Continua a ser essencial criar sistemas de acompanhamento e apoio social, de informação e educação, enfim, tudo o que já faltava em 1998, aquando do último referendo, tão debatido foi até à votação e esquecido no dia seguinte... até hoje.
Espero que os defensores do não sejam agora os primeiros a não deixar esta questão cair, de novo, no esquecimento.
E falta, ainda, perceber aquilo que aparentemente ninguém quis esclarecer.
Como é que a liberalização do aborto vai ser aplicada na prática, como funcionará o sistema, como se poderá reagir às resistências que sempre acontecem quando há mudanças.
A parte teórica já está, venham agora os burrocratas.


antídoto às 20:58 | link do post | comentar

6 comentários:
De Maria a 12 de Fevereiro de 2007 às 20:54
Este Norte é um atraso de vida… que tristeza…
Até que enfim, temos livre decisão para as mulheres ;)
Fikem sempre bem, cumprimentos e larguras :)


De AlfaBeta a 12 de Fevereiro de 2007 às 17:23
Exactamente, o mais importante já está.Agora falta o resto que penso que vai dar pano para mangas.


De alexia a 12 de Fevereiro de 2007 às 15:44
O pior ainda não passou, decididamente o mais difícil esta para vir mas...a sensação das tais grilhetas desemperradas foi sem duvida libertadora!


De AEnima a 12 de Fevereiro de 2007 às 04:48
oh divertida... nao vamos comecar a "azarar" ja! ;)


De DIV de divertida a 11 de Fevereiro de 2007 às 23:16
já estou mm a ver chegar uma grávida de 10 semanas a um hospital público para abortar e marcarem a cirurgia para daí a 3 meses!! (NO MÍNIMO!) e dp... já não se pode fazer nada pk está fora da abrangência da lei...


De AEnima a 11 de Fevereiro de 2007 às 22:46
a ideia do socrates de impor um periodo de reflexao parece-me muito bem, assim como espero que providenciem apoio psicologico e logistico (alternativas as maes - reunioes com associacoes de apoio a maes solteiras, opcoes de financiamento do estado, reuniao com eventuais familias adoptivas, etc).

Beijinhos


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