Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
Tenho saudades dos meus tempos de adolescência.
E pronto, já está tudo de dedinho no ar.
Calma lá, isto não tem nada a ver com nostalgia, nem com a idade propriamente dita.
Ao contrário do que todos afirmam, se fosse possível voltar atrás eu não queria saber nada do que sei hoje.
Do que tenho saudades é da inocência, é dela que sinto falta.
Aquele tipo de inocência que nos dá a certeza que vamos mudar o mundo e ser diferentes para melhor, obter tudo o que desejamos, ver a vida em tons de azul, acreditar nas pessoas, no amor e na felicidade.
Hoje olho à minha volta e o que vejo? Pessoas derrotadas, deprimidas, negativas, exaustas, cépticas relativamente a tudo e a todos.
Ninguém se mostra, ninguém se relaciona de coração aberto, ninguém se afirma exactamente como é, ninguém confessa o que sente e o que quer.
O medo de sofrer supera a vontade de viver, na generalidade das pessoas.
Fecham-se nas suas conchas, nas suas vidinhas organizadas, nos seus hábitos confortáveis e seguros, nas suas gaiolas douradas e os dias passam, um após outro.
Acreditam que a felicidade está numa outra pessoa, confundem carência, solidão e desejo sexual com amor. Mergulham de cabeça em relações amorosas, sem terem a mínima noção da personalidade do outro e se são minimamente compatíveis. Muitas vezes, apesar do que sentem, nunca descontraiem, nunca se entregam, nunca se afirmam, vivendo num jogo permanente de egos mal resolvidos.
Depois vêem as decepções, os sofrimentos e mais cepticismo associado.
Tenho saudades da idade da inocência…
Gary Moore – Still Got the Blues


antídoto às 00:04 | link do post | comentar

27 comentários:
De Flor a 4 de Abril de 2007 às 13:36
Na idade da inocência também mergulhamos de cabeça. Quando "crescemos", o corpo vai mas a cabeça não vai com ele e, como tal, é dificil fazer uma entrega plena. E o amor é isso, não é? Uma entrega incondicional. Independentemente da idade.
O meu problema é o oposto. Porque, supostamente, já passei a idade da inocência, ninguém acredita que eu sou tal qual me mostro... Ninguém acredita num adulto...


De marta a 26 de Fevereiro de 2007 às 15:40
A inocência, seja lá isso o que fôr, de mudar o mundo, ainda a tenho.
O resto...o resto não me interessa e não tenho saudades nenhumas.


De Yashmeen a 25 de Fevereiro de 2007 às 22:19
Na idade da inocência, éramos inocentemente crueis e menos inocentemente alvo da crueldade alheia. Na idade adulta, é bem mais fácil não ser um estereótipo.


De Kruella a 25 de Fevereiro de 2007 às 00:11
Repara que foi a partir da inocência que cada um se tornou no que é agora. Porque inocentemente acreditou numa pessoa que a enganou...porque inocentemente acreditou que não havia maldade e porque acreditou que haveriam finais felizes...e tudo isso...foi deitado abaixo à medida que se avança na idade. A luta é renhida e mesmo que tentes levar um sorriso, uma palavra acalmante para o seio de gente negativa...um dia quando se olha para o espelho vê-se não a pessoa alegre que outrora já foi mas a pessoa cansada e pouco sonhadora que ja não acredita em finais felizes!


De ailéh a 24 de Fevereiro de 2007 às 20:45
ahah

olha,olha és munta invejosa tangirina, :-)))
e o anti (dote) deve estar em estado de choque com tanto comentario, de tanta emoçao nunca mais escreveu nadinha..

tomem la uns beijos


De Tangerina a 23 de Fevereiro de 2007 às 23:25
25 comentáriso num post? 25???? Eu não tenho, sequer, dez no meu blog INTEIRO!!!! rs Mandem-lhe mail's, miúdas. Vá lá.


De antídoto a 22 de Fevereiro de 2007 às 22:20
Epá, amanhã tenho que consultar o meu horóscopo, ando numa fase que é só beijos, isto não é nada bom para a manutenção do meu estatuto de bruto e castigador...


De Dr.ª High Heels a 22 de Fevereiro de 2007 às 22:16
Eu não tenho saudades porque continuo inocente, pura e casta!

[olhe, Sr. Antídoto, se não for pedir muito agradecia a sua contribuição lá no local do costume. É para uma nobre causa!]


De Luísa a 22 de Fevereiro de 2007 às 22:05
Amo a música... e já tinha saudades de a ouvir...

às vezes é bom regressar a um tempo (e às vezes a um espaço) onde tudo fazia sentido...: )
Entendo-te.

E pega lá um beijo que me ficou aqui entalado do fds. Estúpido! : )))


De antídoto a 22 de Fevereiro de 2007 às 16:18
tsel, as postagens foram removidas pelo autor, não por mim.
E eu não sou beijoqueiro, quando beijo, beijo! : )


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