Sexta-feira, 25 de Maio de 2007
É frequente ouvir-se dizer que o motor do mundo é o sexo.
E, realmente, o sexo é um belo de um motor, que o é.
O que duvido é que seja ele o factor verdadeiramente essencial para o bem-estar das pessoas.
Esse acredito sinceramente que seja o amor.
Olho à minha volta e que vejo?
Gente delirante por estar a viver um amor correspondido, gente sofredora por um amor perdido, gente angustiada por medo do amor, gente deprimida por não ter ou não conseguir um amor, gente que se anula por amor, gente que sufoca o outro de amor...
Amor, amor, amor, amor, eis a receita para a felicidade e a razão maior da infelicidade.
Eu devo ter um defeito de fabrico, é raríssimo apaixonar-me, acho que as pessoas se confundem demasiadas vezes, sou céptico relativamente ao amor, sereno, descontraído, não sinto falta de nada, muito menos acho que a minha felicidade possa estar noutra pessoa.
Muito raramente acontece surgir alguém que me faz vacilar. Em que, de forma natural, as peças do puzzle encaixam quase todas, há compatibilidade intelectual, o sexo é uma loucura e, muito importante, existe verdadeira intimidade emocional.
Mas, voluntariamente ou não, acabo por voltar à primeira forma e reforçar a ideia de que assim é que estou bem, porque na realidade não há boas festas, o que há é festas boas e quanto mais melhor.
Não quero chegar ao ponto de afirmar que a paixão é uma pulsão biológica tendo como intuito a propagação da espécie e, muito menos, que o amor é um conceito ‘aprendido’, mas… pronto, pronto, não olhem assim para mim que eu sou inofensivo, calo-me já.
Enfim, pessoas, não desistam nem se encolham, pode sempre acontecer sentarmo-nos na palha e espetarmos a agulha no cu.
E, entretanto, não se esqueçam que o sexo é um belo de um motor.


antídoto às 20:17 | link do post | comentar

15 comentários:
De antídoto a 5 de Junho de 2007 às 12:59
sem nexo - E a paixão é quando não importa que nenhuma peça encaixe?

Alexia - A forma como interpretamos ou entendemos o que lemos depende também do momento que estamos a viver.


De alexia a 4 de Junho de 2007 às 00:05
Sem ironia (desta vez) considero este teu post fantastico. Não vou explicar porque...se calhar não ha grande explicação ou temo enrolar-me nas palavras e não passar o motivo real de ter ficado tão "impressionada".

Uma boa semana!


De sem nexo nem sexo a 26 de Maio de 2007 às 19:16
Pois parece que o amor é quando uma das peças do puzzle (a que falta) não faz diferença nenhuma e que as outras peças todas compensam...

Dizem...


De antídoto a 26 de Maio de 2007 às 13:31
Parexeme que escrebi em pretugues, que xe paça com voceses?


De Flor a 26 de Maio de 2007 às 12:06
Leyendo :)


De Orquidea a 26 de Maio de 2007 às 12:04
:) Lido


De Mize a 26 de Maio de 2007 às 11:48
"tenjes uma manêra esquejita de falare" :-)


De antídoto a 26 de Maio de 2007 às 00:07
E como queres falar de sexo, perdão, do amor porra que é lindo, calada?


De Maria Moura a 26 de Maio de 2007 às 00:01
É só mesmo impressão tua! Aliás acho-te um doce, aliás um caramelo, melhor ainda...[bom, é melhor calar-me e falemos de sexo, perdão, do amor, porra que é liiindo!]


De antídoto a 25 de Maio de 2007 às 23:48
Tu tens mesmo má impressão de mim, verdade? : )


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