Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

 

Irrita-me solenemente que o Sr. Presidente, o Sr. Primeiro-ministro, o Governo, a Assembleia da República e as pessoas em geral, se imiscuam e pretendam, por acção ou omissão, interferir nas questões de consciência e na liberdade individual de nós todos.
O Estado serve, deveria servir, para regular decentemente o território, a economia, a fiscalidade, a segurança, a saúde, o ensino, and so on.
O Estado não serve, não deveria servir, para impor a sua interpretação moral de questões que só dizem respeito ao íntimo de cada um de nós.
O estado serve, deveria servir, para criar condições de igualdade, perante as instituições, a todos os seus cidadãos, de acordo com regras de elementar justiça social.
O estado não serve, não deveria servir, para impedir por decreto aquilo que é questão de facto e prática diária.
As relações homossexuais existem de facto e são idênticas a quaisquer outras. Porque razão não têm o direito de se equipararem civil e fiscalmente aos casamentos?
As separações acontecem, de facto, todos os dias. Porque razão impedir a sua oficialização por divórcio, impondo, isso sim, regras no que respeita aos direitos dos filhos e dos ex-cônjuges?
Crianças criadas por dois pais ou duas mães? Claro que existem! Porque impedir as pessoas que mais as amam de as adoptarem e/ou legalizarem a situação?
A prostituição é uma profissão de risco e de desgaste rápido. Porque não legalizá-la e impor-lhe regras como às demais?
O estado não é laico?
 
Irrita-me!!
 
 
 


antídoto às 19:28 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

 

A moral vigente é uma espécie de caldo requentado que muitos sorvem em público, com um sorriso recatado e vomitam, aliviados, quando ninguém está a olhar.
 
E, concordem em coro, é bom perceber a evolução das mentalidades e a liberdade individual em que se traduz.
 
Mas, e há sempre um mas, o facto é que muita gente se sente perdida e desequilibrada nas inter-relações desta nova selva sem parâmetros.
 
Há uma minoria em crescendo, ainda mais homens que mulheres, que aproveitam regaladamente o manancial de sexo fácil e destroçam, sem quaisquer pruridos, os que, não sendo como eles, se deixam atrair para a sua teia. A emoção alheia é-lhes absolutamente indiferente e nada os impede de pintar mais uma cruz na fuselagem.
 
E há a grande maioria que sente e que sofre com os reveses das relações, que vai ficando céptica, descrente, amarga, se arma de pseudo indiferença e vai passando paulatinamente para o outro lado, onde nunca consegue estar bem, descontraída e serena, porque insiste em afirmar e viver algo que, simplesmente, não faz parte da sua natureza.
 
Tenho o meu historial de cruzes na fuselagem, raramente me apaixonei ao longo da vida e/ou senti necessidade de ter uma namorada.
 
A pulsão sexual está sempre presente, mas se é só isso tem que haver um limite e, para mim, esse limite é a dor alheia.
 
Sempre procurei olhar mais além,  ver também pelos olhos de quem me interessava e, batam-me, pelos dos terceiros que poderia vir a pisar.
 
Sou um monógamo em série? Pode-se dizer que sim. Mas sempre fui leal e verdadeiro com as minhas parceiras. Se o sexo é tão fácil, podemos fazer opções e gozá-lo mais ao lado, tentando não desequilibrar e magoar aqueles que apenas querem amar e ser amados.
 
Podem-lhe chamar moralismo hipócrita, eu acho que é apenas sensibilidade humana.
 
E quando amo, amo! E essa é toda uma outra história…

 

 

 

Boomp3.com

antídoto às 00:04 | link do post | comentar | ver comentários (11)

Domingo, 14 de Setembro de 2008

 

 



antídoto às 21:29 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

 

Sou um insaciável curioso da mente humana e, por isso mesmo, viciado em observar, ouvir, ler e tentar decifrar o pensamento do “homem comum”, nomeadamente no que respeita à sexualidade.
 
Nos últimos anos, a blogosfera tem sido um campo ilimitado de observação, de maneiras que é com o maior orgulho, em mim e na espécie humana aqui do rectângulo, que anuncio que a nossa sociedade evoluiu aceleradamente no sentido certo, ou seja, no auto-conhecimento, na abertura de espírito, na aceitação da sua condição de ser vivo, com desejos e apetites tão naturais como respirar.
 
Na área do sexo, essa besta negra do amor, é um “a ver se te avias”, já nada é como era!
 
Cada vez há mais homens e mulheres a afirmarem os benefícios do sexo liberal, gente que não confunde emoção com tesão, separa perfeitamente as coisas e eleva o sexo à sua verdadeira dimensão, ou seja, algo muito importante mas nada importante.
 
Porra, finalmente!  
 
O prazer pelo prazer não tem necessariamente que provocar dor ou conflito emocional.
Ao parceiro fixo damos amor, partilha, companheirismo, mas isso não impede o sexo com outros. Percebê-lo é perceber que o ser humano não é, nem nunca será, monogâmico e que afirmar o contrário é insistir em algo utópico e contra-natura.
 
Ah! E claro que o mesmo se aplica ao parceiro fixo de cada um, verdade? Pode andar por aí a foder à vontade que ‘no problema’.
 
Então não somos mentes abertas?!    

.


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