Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Dos jornais:

 

Polícia baleado após perseguição.
 
O agente da Unidade Especial de Polícia (o extinto Grupo de Operações Especiais da PSP) tentava travar a fuga dos quatro jovens suspeitos de, na madrugada do dia anterior, terem agredido dois polícias de Abrantes e roubado a shotgun de um deles. A perseguição iniciara-se ao princípio da tarde, depois de o carro usado no assalto ter sido detectado na mesma cidade. O polícia foi baleado com gravidade na barriga e só após quase três horas de cerco policial é que o quarto suspeito se entregou.
 
Segundo o Intendente Luís Simões, "os quatro suspeitos fugiram e dispararam simultaneamente contra as forças policiais tendo baleado um agente dos GOE no baixo-ventre".
 
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, elogiou ontem a actuação da PSP. "Os agentes envolvidos na detenção agiram com competência, abnegação e heroísmo".
 
O agente… foi atingido nas nádegas, sofreu uma perfuração na bexiga e encontrava-se ontem estabilizado, após ter sido submetido a uma segunda intervenção cirúrgica. Segundo o director clínico do Hospital de Santa Maria, o projéctil "entrou pela nádega esquerda e saiu pela direita". No trajecto, "perfurou a bexiga, uma artéria e uma veia". O facto de a ferida apresentar sinais de queimadura, de acordo com informações do mesmo responsável, revelam que o tiro foi disparado de muito perto. O agente não corre perigo de vida e o prognóstico tem tido evolução favorável.
 
A PSP fala em troca de tiros e diz que os suspeitos estavam armados com caçadeiras e pistolas, mas afinal no local só há projécteis de armas da polícia. Não foram apanhadas armas aos suspeitos, o que levanta grandes dúvidas sobre a forma como a força de elite da PSP actuou.
 
Fonte da PSP disse “não acreditar” na teoria de que o elemento do GOE tivesse sido baleado por um colega. “Se fosse com polícias de piquete, podia, em teoria, ainda que remota, acontecer, num momento de maior nervosismo. Agora, tratando-se de uma força especial muito bem treinada e instruída a não disparar a não ser em resposta a disparos do outro lado, parece altamente improvável que tenha acontecido”, acrescentou a mesma fonte.
 
O agente ferido foi atingido por disparos de colegas...
 
Ups!
 
Música: Chamem a polícia - Trabalhadores do Comércio

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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

 

Atendo o telefone.

 

- Estou.

- Olá, tudo bem contigo?

- Sim e contigo?

- Também. Olha, preciso de um favor.

- Diz.

- Podes dar-me uma boleia até à estação da CP?

- A que horas?

- Por volta das seis.

- Mas a que horas é o combóio?

- Não sei, mas deve haver às seis.

- Não sabes? Estou a trabalhar, vê lá o horário e depois diz-me.

- Ó pá, deve haver um às seis, mais minuto menos minuto.

- E se for menos minuto?

- O que é que tem?

- Pronto, desisto, deixo-te lá às seis.

 



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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

 

Todos conhecemos o famoso “penso, logo existo”, de Descartes, resultado de longas e profundas meditações filosóficas.
 
Hoje também se pensa muito e há até quem se constitua em associação criada para o efeito, como é o caso do Clube dos Pensadores.
 
Todos os dias, a toda a hora, vemos a nata da nossa sociedade, em todas as áreas de especialidade, a debater e dissertar sobre tudo e mais alguma coisa.
 
Ultimamente a ordem do dia é o estado da nação e não há cão nem gato que não discorra, de forma profundamente conhecedora, sobre o que está mal, porque está mal e porque estará mal.
 
Entrevistas, mesas redondas, debates, programas de rádio e TV, crónicas, artigos de opinião, reportagens, não há político/especialista/pensador que não dê um arzinho da sua graça.
 
E fico perplexo, a sensação que me assalta é que a esmagadora maioria se entretêm a debitar o mesmo tipo de trivialidades que qualquer comum mortal, com um mínimo de informação e bom-senso, despeja nas conversas de café.
 
Pergunto, não deveria haver uma diferença entre a nata e o comum?
 
Descartes pensou muito. Porém, digo eu, fê-lo desnecessariamente, já que bastaria sentar-se sobre um simples alfinete para chegar à mesmíssima conclusão. Tudo bem, a frase poderia não ter saído exactamente igual, antes algo como ‘dói-me, logo não estou morto’, eventualmente iniciada com um sonoro ‘foda-se’, que é exactamente o que me apetece dizer quando ouço e leio tanta banalidade.
 
Eles pensam, logo existem. Resta saber se isso trará algum bem àqueles a quem só dói.
 
 
Música: Construção – Chico Buarque


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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

 

 

 


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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Sim, a Guedes, a boca mais conhecida de Portugal... mais conhecida é como quem diz, claro.

 

Confesso que durante anos admirei a mulher, sempre lhe notei um déficezito, mas apreciava a forma desempoeirada como abria aquela bocarra e disparava o que lhe passava pela cabeça.

 

Era uma pedrada no charco do cinzentismo e do politicamente correcto, afrontava fosse quem fosse e divertia-me ver o esforço dos entrevistados para se controlarem quando ela tomava o freio nos dentes.

 

Entretanto os anos passaram e agora... digam-me lá, vocês não notam a mulher a querer falar e a tropeçar na boca?

 

E porque será que olho para ela e me lembro logo do Michael Jackson?

 

 

.


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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

 

Pensávamos todos que podíamos estar à vontade, pois a mãe Terra só ia entrar em estertor daqui a umas boas décadas.
 
Ninguém se preocupava com o consumo de água ou de combustíveis, poupava na energia, seleccionava o lixo, evitava os aerossóis, enfim, ninguém ligava patavina às questões ambientais.
 
Mas não é que a cabra começou a estrebuchar muito antes do previsto e agora só se fala de degelo, desertificação, catástrofes naturais, buracos de ozono, etc, etc, etc.?
 
Ora isto é uma grande chatice, pois não é? Afinal não serão só os nossos netos a sofrer, vai calhar-nos também a nós, que estávamos tão porreiros da vida a chafurdar na abundância.
 
Para além da questão política, depende de cada um de nós a adopção de atitudes ambientais correctas. Isto se queremos tentar adiar ao máximo que as coisas fiquem verdadeiramente más.
 
Porém, nisto como em tudo o resto, a maioria não é capaz de pensar para além dos dez minutos seguintes da sua vidinha confortável e, mesmo assim, só direccionados ao seu próprio umbiguinho.
 
Ah, não me liguem, eu é que tenho a mania que sou parvo, para além de exagerado, claro.
 
 
Música: Earth Song - Michael Jackson

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