Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
Fiquei fascinado com a extrema importância desta investigação científica, tenho uma mente naturalmente curiosa e assaltam-me inúmeras interrogações.
 
Por exemplo, como é que se começa um estudo destes?
Será com um ‘recoste-se e relaxe’?
E como é que ele sabe que chegou ao sítio certo, hein?
Pelos suspiros das voluntárias? Pelas contracções? Pelos ‘ai meu deus’?
Será que elas vão dando instruções?
Mais à esquerda, um nadinha à direita, aí, aí, aí… auuuuuuú!!!’
.
Curiosidade, pá!
 
A minha fértil imaginação compara este cientista aos descobridores de novos mundos.
.
Os nossos nautas aventuraram-se por mares nunca dantes navegados e dobraram o Cabo das Tormentas.
.
Este corajoso homem da ciência aventurou-se por vaginas desconhecidas e dobrou o Cabo do Osso Púbico.
.
Os descobridores enfrentaram tempestades e mar bravio, abrindo assim o caminho marítimo para a Índia e o acesso ao bem mais desejado da época, as especiarias.
.
O Emmanuele Jannini enfrentou abismos quentes e húmidos, abrindo (boa palavra) caminho até ao nunca antes titilado ponto G e o acesso ao bem mais desejado dos nossos dias, o prazer físico.
.
Orgásmico, não é?
. 
E não me venham dizer que estava tudo ali, à distância de um dedo.
 
 
Serviço cívico: Ponto G
Música: The Dresden Dolls - First Orgasm

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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

“Artistas” premiados matam cães à fome em museus, ou envolvem edifícios em papel higiénico.


 



Nem vou aqui comentar a desumanidade do acto, coitado do edifício, apenas questionar se coisas deste género são arte.

Ou será que, hoje em dia, qualquer trabalho manual da treta é considerado arte?

É que, se assim for, eu também sou artista, também faço um belo trabalho manual de vez em quando.


 

E por falar em trabalho manual, ficámos todos a saber que o ponto G existe.

Um artista, digo, um “cientista” italiano afirma ter comprovado isso mesmo, efectuando testes em vinte mulheres.


 


 


 

Vinte mulheres?!! Jasus, o gajo é bom!

Mas… porque é que não me perguntou nada? Eu faço testes há tantos anos, podia ter-lhe dito que sim, existe sim senhor, e até onde é que o gajo está escondido, ora.


 

Já outro cientista, digo, artista, digo, heee… nem sei que diga, inventou um curso de futebol, para jovens entre os 15 e os 25 anos, com equivalência ao 9º ano de escolaridade e saída profissional.


 



 

Ai, espera, não foi um artista, foi mesmo o próprio Instituto de Emprego e Formação Profissional.

 

De maneiras que acho tudo isto muito refrescante, tudo é arte, tudo é ciência, tudo é... heee... não sei que lhe chame..., mas pronto, gosto de viver num mundo assim, cheio de artistas.

 


 

Música: Banda do Casaco - Morgadinha dos Canibais 

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antídoto às 17:58 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Mas às vezes não.

É por isso que jovens senhoras que moram em aldeolas e frequentam cafés cuja porta dá directamente para a estrada, deviam ter as suas jovens crias sempre agarradas.

Isto para evitar que crianças de três ou quatro anos saiam disparadas e jovens senhores tenham que fazer travagens a fundo e andar com o carro aos saltos em bermas esburacadas, até o conseguirem imobilizar.

Enfim, deu para descobrir que este tipo de coisa, conjugada, ainda por cima, com a má educação da jovem senhora, é capaz de despertar o carroceiro que há em mim.

Daaa-se que ainda tenho a perninha direita a tremer...


* Nunca percebi muito bem este ditado popular. O borracho ali é só para rimar, verdade?




antídoto às 16:14 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Três da tarde, o trabalho decorria normalmente, toca o telefone e ela atende.

 

- Sim…?

- …

- Ai meu Deus!!

- …

- Mas quando é que isso foi??!!

- …

 

A voz angustiada tinha-nos posto a todos atentos, mas preocupação a sério foi quando ela desligou, deslizou para o chão alcatifado e rompeu num pranto convulsivo.

 

Que drama teria acontecido? Quem teria morrido?

 

Levantámo-la do chão, tentámos animá-la, mas ela estava inconsolável e mal conseguia falar.

 

- É-é-éra o me-me-meu ma-marido… Buaaaaaá…

 

- Mas o que foi, mulher, que aconteceu??!!

 

- O me-me-meu Piruças fugiu… Buaaaaaá…

 

- Como??!!

 

- O me-me-meu cã-cã-cãozinho… Buaaaaá… Sal-saltou o muro… Buaaaá.

 

Curiosamente, enquanto a mim me ocorria vergastá-la, todos os outros lhe davam miminhos, com a preocupação estampada nos rostos.

 

Foi-se embora a correr, ainda em prantos.

O Piruças voltou a casa algumas horas depois.

No dia seguinte chegou ao trabalho com a cara macerada e um ar exausto, não tinha dormido nada, “só de pensar que o meu Piruças podia nunca ter aparecido”.

E continuou a ser mimada e confortada.

 

Fico a questionar-me. Se um dia morrer alguém, ela sobrevive? A reacção de toda a gente não foi tão exagerada como a dela? Dar guarida a este tipo de reacções é fazer bem às pessoas?


Serei eu um gajo mau? Serei? Serei??!!

 

 

Música: Emily  Haines  -  Dog


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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
- Quando fazemos amor, a segunda coisa que gosto mais é o teu orgasmo.
- Ai é? E qual é a primeira?
- É o meu!

Escrevem-se milhares de páginas sobre sexualidade e coiso e tal.

Eis aqui, resumida numa simples declaração, a essência  do bom sexo, ou seja,  o genuíno prazer no prazer do outro, sem abdicar do 'egoismo' essencial na obtenção do nosso.

Parece fácil, não parece? Claro que depois há tudo o resto...


Música: Jason Mraz - I'm Yours


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antídoto às 19:59 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Vivemos num mundo estranho, embrenhados na nossa própria vidinha e opacos a  quase tudo o que está para além dela.

De vez em quando lá acontece um drama, uma catástrofe natural, um atentado terrorista a que os média dão especial atenção e do qual falamos sabedora e descontraidamente nas semanas seguintes.

Foi o caso, por exemplo, do 11 de Setembro de 2001 que nos deixou a todos chocados.

E é muito bom mantermos a capacidade de nos chocarmos com o sofrimento alheio, essa é, afinal, uma das maiores virtudes humanas.

Pena é que, no nosso dia-a-dia, sejamos completamente indiferentes a outros dramas bem mais graves e permanentes.

Como os referidos pela MTV numa campanha, logo censurada, que vos mostro abaixo.




"2863 pessoas morreram.  Há 40 milhões de infectados pelo vírus HIV no mundo. 

O mundo uniu-se contra o terrorismo.  Já se deveria ter unido contra a SIDA".




"2863 pessoas morreram.  824 milhões de crianças passam fome em todo o mundo. 
O mundo uniu-se contra o terrorismo.  Já se deveria ter unido contra a fome".



"2863 pessoas morreram.  Há 630 milhões de sem-abrigo no mundo. 

O mundo uniu-se contra o terrorismo.  Já se deveria ter unido contra a pobreza".


 

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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Dizem que o casamento é um conjunto de duas pessoas em que uma tem sempre razão e a outra é homem.

Até aqui nada a declarar.

Agora que isto seja válido também para as relações de trabalho é que já me deixa cheio de picadas na alma.

Principalmente quando associado àquela faceta, muito feminina, de estarem permanente a querer mudar a mobília de sítio.

Trabalho com 7 mulheres 7!
E digo-vos, às vezes não é fácil, até porque uma é chefe.

Hoje, como acontece frequentemente, juntaram-se seis à minha volta a cacarejar.

Conversas interessantíssimas, sobre sapatos, filhos, cremes hidratantes, perfumes, trapos e... cortinados.

Ela 1 - Esta sala é tão tristonha, bem que podíamos trocar aquele estore por uma coisa diferente, um cortinado com florinhas , por exemplo.

Ela 2 - Ena que boa ideia, estou tão farta desta sala.

Elas 3 a 6 - E plantas e pintar as paredes e um chão diferente e blá blá blá e blá blá blá.

Elas 1 a 6 - E blá blá blá e blá blá blá e blá blá blá.

Ela 4 - E mudamos os armários para aquela parede.

Ela 5 - E as secretárias podiam ficar antes assim.

Elas 1 a 6 - E blá blá blá e blá blá blá e blá blá blá.

Estava eu, munido da minha imensa capacidade de abstracção, concentrado num processo, quando sou obrigado a voltar à tona com as seis a gritarem pela chefe que lá apareceu.

Elas 1 a 6 - Chefe, estávamos aqui a conversar e pensámos em mudar a sala e fazíamos assim e assado e blá blá blá.

E quando esperava um rasgo de lucidez e bom senso o que é que oiço?

Ela, chefe - Ai que boa ideia!

Elas 1 a 7 - E blá blá blá e blá blá blá e blá blá blá.

Foi nessa altura que levantei o dedo e tentei argumentar, mas fui atropelado por um cacarejar tonitruante, em que só entendi algumas palavras como 'homens', 'se não somos nós a tomar a iniciativa', 'todos iguais', 'lá estás tu' e blá blá blá.

Resultado, hoje foi dia de mudanças.

Agora digam-me, quem acham vocês que carregou com os móveis?

Pois é...
.

Música:
Yoga Music - Sanctum

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