Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Uma pesquisa feita pela BBC com a participação de 43 especialistas, terapeutas sexuais e do relacionamento, chegou à conclusão que cada vez há mais homens britânicos viciados em sexo.
.
O estudo revela ainda que a forma mais comum do vício é a procura obsessiva de pornografia pela Internet. Entre os viciados, o sexo de risco e o uso de prostitutas são comuns, mas o uso da Internet é mais frequente, atendendo a que é visto como «anónimo, barato e seguro».
.
Claro que, presumo eu, o problema é só dos homens, as mulheres britânicas ainda passam o serão de rolos na cabeça e a passajar os buracos das meias.
 
Ainda bem que estas coisas só acontecem para aqueles lados, já viram o que seria para as famílias portuguesas se o sexo anónimo fosse um vício generalizado?!
 
Ou será que…? Deixa lá ir perguntar ao São Google.
 
De maneiras que fiz uma consulta comparativa com as buscas efectuadas em Portugal ao longo de 2007.
 
Usei as palavras Sexo, Futebol, Trabalho, Amor e Política e o resultado foi:
.
.

 
 
 
Caramba, o sexo ganha disparado!!!!  Opá, fiquei surpreendido.
.
Em segundo lugar vem o futebol, pois está claro, não nos podemos esquecer que temos o clube com mais sócios pagantes do mundo.
.
O amor e o trabalho ‘brigam’ ao longo de todo o ano, sendo que em Fevereiro há um pico de paixão, o dia dos namorados não perdoa e, naturalmente, as pessoas vão tentar saber o que é o amor.
.
Curiosamente, na mesma altura também há um pico de sexo. Será que é o pessoal a estudar para o dia dos namorados?
.
O que não percebo é porque carga de água o sexo volta a palpitar nas proximidades do Natal. Serão os dias de férias? Estejam à vontade para darem os vossos... palpites.
.
Política. Já alguém ouviu falar? Heee... ah, sim, na imprensa.
.
Na parte inferior do gráfico vemos que nas publicações se fala muito de política e pouco de sexo.
.
Depois queixam-se que o pessoal não lê jornais...
.
Resumindo e concluindo, os britânicos são uns tarados do caraças.
 
Música: Tata Golosa - Los Microfonos 

Arquivado em:

antídoto às 15:43 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

 

.

" No dia em que alguém te ama, faz um tempo muito bonito."

 



antídoto às 21:45 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
Eu fumador me confesso.
 
Porém, a mudança de regras não é mais que um pequeno incómodo, até porque já todos conhecemos os cafés, restaurantes e bares onde nos é permitido o vício.
 
E há inúmeras listagens desses espaços na Internet, para gáudio da ASAE que, assim, é só fazer um print e ir até lá passar as coimas.
 
Fico sensibilizado por ver um programa televisivo a debater durante horas os prós e contras do fumar, onde fumar e como fumar, pois que fico.
 
Mas… interrogo-me como é que criámos uma sociedade onde se debatem acaloradamente todas as merdices sem jeito nenhum e ninguém se interessa por debater e resolver os verdadeiros problemas.
.
 
..
 
Foto de: Isaurinda Brissos

Arquivado em: ,

antídoto às 16:07 | link do post | comentar | ver comentários (20)

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
A ciência vai dando passos lentos mas seguros no conhecimento do cérebro humano, já sabemos que andamos todos a toque de hormonas e que as nossas emoções são em grande parte explicadas por elas.
 
Os homens são todos uns brutos, infiéis, indignos de confiança que só pensam com o pénis?
Resposta: um adulto do sexo masculino produz cerca de vinte a trinta vezes mais quantidade de testosterona (responsável pela libido e pela agressividade) que o organismo de um adulto do sexo feminino.
 
Eta, companheiros, afinal não somos nós, a responsabilidade é da hormona e temos todos desculpa!!!
 
Num estudo da Faculdade de Medicina de Yale, cientistas observaram que altos níveis de testosterona, ainda que por períodos curtos de seis a doze horas, causaram morte em culturas de neurónios.
 
Eta, companheiros, afinal elas têm razão no que afirmam. Mas continuamos a não ter culpa, verdade?!
 
Estão a gostar até aqui? Sim? Ainda bem, mas isto não tem nada a ver com o tema do post que é a velha questão do que é o amor.
 
Passamos a vida a relacionarmo-nos, a seduzirmo-nos, a apaixonarmo-nos, a sofrermos, a vivermos em função de outros e a reproduzirmo-nos ou a treinarmos muito para isso.
Andam os poetas há séculos a cantar odes à Lua, aos passarinhos, à paixão e ao amor.
 
E afinal não querem lá ver que em vez de razões elevadas, poéticas, transcendentais, tudo se reduz a uma coisa tão comezinha como as substâncias químicas produzidas pelo nosso organismo?!
 
E há muitas que se dedicam a regular as nossas sensações de bem-estar, como a dopamina, a noradrelina, a serotonina, a ocitocina, etc.
 
A ocitocina, por exemplo, tem a função de promover as contracções uterinas durante o parto e a ejecção do leite durante a amamentação. Encontraram-lhe ligações ao que sentimos quando abraçamos um parceiro de longa data ou pegamos nos filhos ao colo. Tem efeitos no controle da agressividade e é bem capaz de ser a responsável pelos nossos níveis de generosidade, empatia e confiança para com os outros.
Muitos especialistas chamam-lhe a hormona do amor, já que a sua concentração no organismo aumenta 400% depois do orgasmo.
Ou seja, esta gaja foi feita para ajudar as pessoas a ficarem juntas durante muito tempo.
 
E dirão vocês: Mas anda tudo tão infeliz no amor, tão insatisfeito e acabrunhado, onde raio andam elas afinal, será que nos últimos tempos fizeram greve?
 
E respondo eu: Não será exactamente o contrário? Não andaremos todos tão viciados em ‘bem-estar’ que já não tiramos nenhum prazer das coisas simples e tranquilas?
 
Pois é… 
.
Ou será que não é?
 
Música: Eric Clapton - Wonderful Tonight 

Arquivado em: ,

antídoto às 19:33 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Domingo, 13 de Janeiro de 2008

 

Buscamos o autoconhecimento , vivemos de acordo com aquilo que para nós é ideal, decidimos o que queremos e não queremos, dizemos a nós próprios que isto e aquilo nunca faremos, pelas mil e uma razões que garantidamente nos dizem que assim será.

 

Adquirimos imensas certezas e temos a tendência de pensar que as nossas certezas são boas para nós e para os outros.

 

Arrogamo-nos a capacidade de aconselhar os amigos nas horas de crise emocional, esquecendo que é impossível sentir e verdadeiramente perceber o que eles sentem e vivem nesses momentos.

 

A verdade é que cada um de nós vê o mundo, a vida e os outros através das lentes baças do lastro genético e educacional que transportamos e debitamos as nossas sentenças filtradas pelos muitos pré-conceitos que julgamos até não possuir.

 

Mas, ao contrário do que muitos afirmarão de si próprios, o nosso interior não é um mundo metódico, é antes uma desarrumação, um conjunto desconexo, incompleto e em permanente mutação, capaz de nos surpreender quando menos esperamos.

 

Como é que podemos, assim, pretender ter garantias e certezas absolutas sobre nós, os outros e as relações que com eles construímos?


Quere-lo não será uma utopia, algo inatingível, uma luta inglória que acaba por se tornar contraproducente?


Até porque, de vez em quando, nos cruzamos com pessoas com quem todas as nossas crenças, certezas e arrogâncias se esvaem...

 

 

Música: Danni Carlos - Coisas Que Eu Sei


Arquivado em:

antídoto às 09:30 | link do post | comentar | ver comentários (20)

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

A associação das palavras sexo e tântrico sempre me pareceu um abuso, uma deturpação, uma desculpa de mau pagador.


Passar horas a titilar o outro e estar proibido de devorá-lo?!

Ó meus amigos, isso é como estar a morrer de sede e preferir comer bolachas.


Eu sei, é preciso movimentar as massas, ainda hão-de vir com sexo zen, sexo meditativo, sexo transcendental... hã... espera... este último até que não seria mau... enfim, sexo qualquer-coisa.


Para mim só há dois tipos de sexo: bom e mau.


E estou a falar de sexo, não de fazer amor que já é outra coisa.


Claro que brincar, demorar, explorar, estimular, é óptimo. Claro que a sensualidade e o erotismo são essenciais.


Mas sexo é uma coisa animal, não emocional, daí que, na hora da verdade, quanto mais animal melhor.


E não adianta atirarem-me água benta!

 


 

Música: Prince - Satisfied

Arquivado em:

antídoto às 17:27 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
Nunca consegui perceber como a generalidade das pessoas consegue ficar esfusiante com data e hora marcada.
 
Vejo-as cinzentas e macambúzias, deprimidas, mal-humoradas, mas… o quê, doze badaladas do dia 31 de Dezembro? IUPIIII!!!  
 
É estranho, não é? Ou o estranho sou eu?
 
Ok, ok, ao terceiro copo fica tudo resolvido, eu sei…
 
Música: Chris de Burgh - Patricia The Stripper

Arquivado em:

antídoto às 17:56 | link do post | comentar | ver comentários (5)

coisas ditas

Case Study: DSK

Fui raptado por extra-ter...

3 em 1 - Exemplos do que ...

Música pela paz

Ainda bem que não somos p...

Destroque-me

O que é uma pessoa defici...

Leva-me à minha rua

Inversão de valores

Tarde de mais

e arquivadas

Julho 2011

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape
blogs SAPO
subscrever feeds