Sábado, 29 de Setembro de 2007
Hoje sequei duas cargas de água no pêlo e o resultado não foi constipação, foi melancolia.
 
O dia cinzento e a chuva persistente deixaram-me um bocado down, a recordar felicidades e tristezas, vitórias e derrotas, amores e desamores, vida e morte, coisas de que já tenho, como quase toda a gente, um historial apreciável.
 
Hoje, para mim, foi um daqueles dias em que se sente falta de alguém…
--


antídoto às 22:48 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

A pedido de várias famílias decidi recuperar a denominação original do blog.

Sintam-se confortáveis.

.

Música: Natalie Cole - Tell Me Lies


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antídoto às 18:33 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Por causa do referido no post anterior, decidi então ‘convidar’ uma amiga para proceder à extracção dos meus queridos pelinhos.
 
Ontem, às 7 da tarde lá me toca à campainha e a primeira coisa que faz é pedir para me ver o peito.
Depois de alguns minutos de gozo, começa a retirar do saco uma série de artefactos misteriosos, dizendo-me para me acalmar, que aquilo é a coisa mais banal do mundo.
E depois vem com uma conversa melíflua.
- Olha lá, hoje em dia o que está a dar é a depilação integral.
- Nananinanão, deixa-te mas é de ideias.
- A sério, não custa nada, tu não gostas de ver uma mulher completamente depilada? Nós também gostamos disso nos homens.
- Nós? Nós quem? Fala por ti.
- Deixa-te de mariquices, pá.
- Não, ficas-te pelo peito e já é uma sorte.
- Pensa lá bem, assim eu podia-te fazer “outras coisas”.
Por alguns segundos fiquei a imaginar o que seriam as "outras  coisas".
- Tais como? Perguntei, já curioso.
- Isso vais saber depois, respondeu ela com um sorriso de matadora.
Disse que não, que ia doer muito, mas ela despejou todos os argumentos sobre as novas técnicas de depilação e acabei por concordar.
Pediu para eu me despir e foi para a cozinha.
Fiquei deitado de costas, a olhar para a televisão, mas com a mente vagueando sobre as sensações que me podiam proporcionar as “outras coisas”.
Acordei quando ouvi o beep do microondas e a vi entrar na sala com um boião de cera e uma espátula, aparentando estar tão dona da situação que tive que me mostrar calmo e descontraído. Depois de uma breve discussão, concordei em começar por baixo.
Ela tomou conta das operações, disse-me para lhe dar acesso total à zona, pegou-me nas nozes como quem pega em duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera  morna.
Achei aquela sensação fantástica. O meu amiguinho acordou, farejou e já estava
todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila"!
Após estarem completamente  besuntados de cera, ela embrulhou-os em plástico com tanto cuidado que me ocorreu que queria levá-los para casa.
Onde raio teria ela aprendido  aquela técnica de prazer? Na Tailândia, na China, na Internet?
Alguns segundos depois ela esticou a bolsinha para um lado e deu um puxão  repentino.
Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro FO-DA-SE!
Olhei para o plástico para ver se a pele dos testículos não tinha ficado agarrada à cera.
Ela riu-se como uma perdida, olhou de perto e disse que ainda restavam alguns pelinhos e que tinha que repetir.
- O caraças é que repetes, exclamei, saltando do sofá.
Segurei o sr. esquerdo e o sr. direito, como quem protege um animal em vias de extinção e fui para a banheira. Sentia o coração bater  nos tomates.
Abri o chuveiro e foi a primeira vez na vida que molhei o dito cujo antes  de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só a deixar a água escorrer-me pelo corpo.
Depois saí do banho, mas tinha que fazer merda. Peguei no meu gel pós barba com camomila que “acalma a pele", enchi a concha da mão e aí vai disto.
Foi como se tivesse aplicado piripiri. Fiquei ali a saltitar e a grunhir como um leitão em dia de castração.
Sentei-me na sanita e fiquei a abaná-los com uma toalha, como quem abana um boxeur no 10º round.  
Olhei para o meu amiguinho, tão alegre há uns minutos atrás e agora tão encolhido que metia dó. Parecia que estava a implorar-me "a mim não, a mim não". Fiz-lhe uma festinha no lombo, para o descansar e saí da casa-de-banho.
Ela quis ver o resultado. Aquela voz, antes aveludada, soava-me agora à de um carrasco.
- Ok, vê lá, mas a meio metro de distância e sem tocar em nada!
E a noite acabou ali, naquele momento sexo para mim só se fosse para  perpetuar a espécie humana.
Hoje acordei com eles vermelhuscos e sensíveis, vesti as calças mais folgadas que encontrei... sem nada por baixo, claro. Tenho um andar diferente, pois tenho, e passei a manhã em pé, com medo de encostar os desgraçados seja lá onde for.
E, sim, a minha admiração pelas mulheres aumentou muito.  
 

P.S. Isto é parte imaginação, parte adaptação de um texto de autor desconhecido, que eu não sou maluco, chiça!               


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antídoto às 14:45 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Provando-se mais uma vez que nem tudo é mau, recebi um mail da Direcção da tasca onde trabalho que dizia mais ou menos isto:
 
Pá, tu és muita bom, queremos ter a certeza que podemos contar contigo por muitos e longos anos e, para mostrarmos o nosso apreço, vimos oferecer-te um check-up completo qu’é pra termos a certeza que andas bem e ficarmos descansados que ainda te vais esfarrapar por isto pelo tempo suficiente para te roermos até ao osso.
 
E respondi eu:
 
Ah, e tal, se pudesse ser antes um aumento de ordenado eu até fazia já aqui 50 flexões, o qu’é que vocês acham?
 
E eles simpaticamente:
 
Deixa-te mas é de merdas ou tás feito com a gente, topas?!!
 
Eu topei. Eu e mais os outros 400 colegas, claro.
 
Vai daí que, uns dias depois, recebo outro mail com a marcação e a lista dos exames.
 
E saltou-me imediatamente ao olho o exame à próstata (isto soou bem?).
Glup! Confesso que senti um arrepio que ia da coluna até ao… até ao… um arrepio na coluna.
 
Pá, eu não sou fundamentalista mas imaginar um gajo com um sorriso sardónico a aproximar o dedo médio do meu… errr… do meu back side, hão-de convir que não faz parte dos meus sonhos mais apetecidos, verdade?
Já estava com suores frios quando li mais abaixo e escancarei um sorriso de orelha a orelha, afinal é uma ecografia, desta já nos safemos.
 
Outro dos exames era um electrocardiograma com prova de esforço.
Na boa, meu, ainda sou capaz de muito esforço, por isso lá fui hoje, super descontraído, fazer o exame.
Tronco nu, entro na sala e vejo vir o senhor com uma lâmina de barbear, daquelas muita boas da Bic.
Ora eu tenho pêlos no peito, pois tenho. E gosto deles, pois gosto. E ainda articulei um mas, mas, mas… Mas não havia nada a fazer, o gajo rapou aqui, ali e acolá.
De maneiras que agora olho-me ao espelho e, só para perceberem bem, até eu me rio da minha figura.
 
Pertantes é o destino, chegou a hora. É desta que o gajo faz a depilação integral.
 
Tenho a certeza que quem se chegar à frente vai rir muito, ó se vai…
 
Há voluntárias?
 
Música: The Soggy Bottom Boys - I Am a Man of Constant Sorrow

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antídoto às 22:26 | link do post | comentar | ver comentários (18)

A convite da TNT e da TseTse, as donas d' O Interno Feminino, fiz um texto para a sua nova rubrica semanal, "O Cantinho do Inimigo" que podem ver aqui.

E, já agora, explorem um bocado o blog, porque vale a pena.


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antídoto às 19:41 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Uma modelo escultural e um zézinho foram os únicos sobreviventes de um naufrágio.
A convivência numa ilha deserta levou a que acabassem por se enrolar mas, passados uns dias, ele começou a andar tristonho e ela resolveu questioná-lo.
- Porque é que andas tão triste, é por estarmos aqui perdidos?
- Não, é por causa de nós – respondeu ele.
- Por causa de nós??!! Mas está tudo a correr tão bem, o sexo é fantástico, somos tão felizes.
- Eu sei, mas mesmo assim…
- Mesmo assim o quê? Diz-me, há alguma coisa que eu possa fazer para te sentires melhor?
- Bem, já que perguntas… tu ficavas chateada se eu te pedisse para te vestires de homem?
Ela não se importava nada e assim fez. Imediatamente a seguir ele sentou-se ao seu lado e perguntou:
- Olha lá, pá, tu sabes quem é que eu ando a comer?!
.
.
Esta anedota traduz na perfeição o que, para mim, é uma das piores facetas dos homens.
Dos homens? Isso julgava eu.
É que a evolução da “condição feminina”, ou seja, a igualdade dos géneros perante a sociedade, o diluir dos preconceitos, revelou-me que as mulheres são perfeitamente capazes de igualar e ultrapassar as piores características masculinas.
 
E não me entendam mal, a absoluta igualdade sexual é um ideal a atingir. Para mim o corpo não é um lugar de culto e todos devem ser livres de viver a sua sexualidade como bem entenderem, de forma natural, descontraída e livre de acusações das mentalidadezinhas tacanhas que ainda pululam por aí.
 
A questão é que com a liberdade vem sempre o exagero. Tornou-se moda, para muitas mulheres, afirmarem a torto e a direito que são muito livres e liberais, que fodem com quem bem lhes apetece, que já comeram A, B e C, que este não presta e que aquele é bom, que o fazem apenas pelo sexo, que são muito boas, controlam tudo e todos e não se deixam seduzir.
E fazem-no não no seu círculo de amizades, mas para quem as quer ouvir.
 
E é ver, por essa blogosfera fora, miúdas com vinte e poucos anos a repetir coisas do género, cheias de certezas, considerando-se profundas conhecedoras do género masculino e sem quaisquer dúvidas relativamente ao que são os homens e ao que estes realmente querem. Declaram-se senhoras de si, dominadoras e inexpugnáveis à dor.
 
Por um lado acho-lhes graça, rio-me sempre de quem apregoa certezas absolutas sobre si próprio, quanto mais no que respeita ao ser humano, individual ou colectivamente, ou à vida em geral.
 
Por outro, assalta-me sempre a mesma sensação desagradável que associo à rasquice. Não pelo que fazem, sim pelo que dizem.
Acho de uma enorme pobreza de espírito a necessidade geral de gabarolice, de publicitarem que são os maiores. Quem é verdadeiramente seguro de si não necessita de passar a vida a afirmá-lo.
Sabem, há uma coisa que aprecio imenso: classe.
 
Quanto ao sexo pelo sexo, sim, sou capaz, todos os corpos sentem e dão prazer, independentemente das emoções.
Mas eu dou valor aos afectos, ao respeito pelo outro, à amizade. Não preciso de me enamorar, mas só me relaciono fisicamente com mulheres com quem sinto genuíno prazer na conversa e na companhia, com quem privaria com gosto, ainda que sem sexo.
 
E há ainda outra coisa, talvez a mais importante. De cada vez que vou um pouquinho mais fundo na alma de uma dessas mulheres emocionalmente intocáveis, lá descubro o amor escondido, as dores, os traumas e os medos do comum dos mortais.
 
Dizer? Fazer? Isso é muito fácil.
 
Difícil é gerir emoções.
.
Música: Jorge Palma - Dá-me lume

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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Hoje, num jornal diário, li esta coisa fantástica: “…assassinado à queima-roupa com várias pauladas no crânio”.
 
Não é uma frase maravilhosa?
 
Há pessoas assim que têm a faculdade de, com meia dúzia de palavras, nos transmitirem a imagem exacta, fazerem com que a nossa imaginação crie de imediato o filme dos acontecimentos.
 
Eu, que gosto de escrever mas não o faço profissionalmente, tenho a noção das minhas limitações, das minhas falhas e erros e sinto-me verdadeiramente humilde quando deparo com algo assim.
 
A partir de agora vou passar a cumprimentar, abraçar e beijar à queima-roupa.
 

Acham bem?

.

Música: Free Moral Agents - The Piano Has Been Drinking



antídoto às 12:38 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Há coisas que sempre me fizeram confusão e para as quais não encontro nenhuma explicação lógica.
Uma delas é o terror patológico que 90% das mulheres têm pelas baratas. E olhem que estou a ser bonzinho ao dizer 90%, ok?!
Toda a vida esperei que, mais tarde ou mais cedo, surgisse um estudo científico que viesse fazer luz sobre as razões profundas deste facto indesmentível mas, para meu grande assombro, tal nunca aconteceu.
Suponho que, por ser uma coisa tão banalizada, passou a ser encarada como natural e inevitável, ninguém se preocupando com os graves traumas psicossomáticos daí resultantes, principalmente numa época em que cada vez há mais mulheres a viverem sozinhas, completamente desprotegidas e vulneráveis.
Eu preocupo-me, não consigo aceitar que assim seja. Quem já ouviu o grito de pavor e o consequente histerismo descontrolado de uma mulher que viu uma barata, não pode ficar insensível ao fenómeno, não concordam?
Não tenho nenhuma dúvida que o horror profundo que a mulher sente pelas baratas (noutro dia falarei do horror profundo que a barata sente pelas mulheres) deve ter uma explicação que se perdeu nos confins dos tempos, é uma coisa que ficou gravada no vosso código genético e passa de geração em geração.
Porém, acho que tudo é passível de melhoramento e proponho que nos debrucemos sobre algumas questões básicas.
Tentemos ser pragmáticos, todos concordamos que não se pode resolver o problema pela via da extinção.
As baratas são insectos pré-históricos, existem há milhões e milhões de anos, são hiper resistentes e adaptáveis, chegando a sobreviver seis dias sem cabeça, acabando por morrer de fome pela impossibilidade de se alimentarem.
Já as mulheres, que podem sobreviver a vida inteira sem cabeça, ainda nos vão fazendo alguma falta.
Posta de lado esta hipótese e considerando que promover o convívio entre as espécies é utopia, só vislumbro uma outra possibilidade, um chamamento à razão.
Pensem comigo, meninas, vamos fazer um exercício de lógica.
a) Um espécime humano do sexo feminino tem um peso médio de 60 quilogramas (lá estou eu a ser bonzinho) e uma barata gorda não ultrapassa meio grama, correcto? Então não há nenhum risco de virem a ser esmagadas pelo bichinho, ou há?!
b) Uma baratinha apanhada em flagrante o que faz, digam lá? Corre esbaforida para o lugar seguro mais próximo, verdade? Então não há necessidade de saltarem para cima de uma cadeira, nem de se trancarem na divisão mais distante da do encontro imediato, muito menos de saltarem pela janela ou chamarem o 112.
c) Diz a canção que “a barata diz que tem sapatinhos de veludo” mas o que “ela tem é o pé peludo”, pois diz? Ora vocês têm sapatos especialmente desenhados para liquidar as desgraçadas nos cantos, ou não têm?! Para não falar em todo o género de armadilhas, venenos e insecticidas com que a natureza, digo, a industria vos dotou.
Posto isto, confessem lá, não acham que é completamente despropositada a vossa reacção às baratinhas e outros bichinhos que tais?
É que assim parecem umas baratas tontas.
.
Música: Les Negresses Vertes - La Cucaracha

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Pois que é verdade, eu sou sensível às forças da natureza.

O vento forte, as tempestades, as trovoadas, deixam-me... como é que hei-de dizer isto... 'cheio de energia', oh se deixam, até me eriçam os pêlos dos braços.

Hummm... Adoro estar na cama  e vir uma daquelas cargas de água violentas, acompanhada por trovões ribombantes... Meus deuses, tanto a fazer nesses momentos em que a natureza também é intensa...

Pena que geralmente esteja sozinho nessas ocasiões. E mais pena ainda que, quando não estou, a parceira tenha mais vontade de se meter debaixo da cama do que em cima dela. Sou tão infeliz, pá!

 

Enfim, confesso que já tinha saudades da chuva, de sentir o cheiro da terra molhada e o ar fresco e purificado.

Até o café matinal sabe melhor quando faz um fresquinho, pois sabe?

Mas agora já chega.

.

Vem cá, Sol!

.

Música: Katie Melua - I Think Its Going To Rain Today


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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

- Ando tão confusa, não entendo as pessoas, vê lá tu que, depois de duas conversas banais na net, o gajo disparou que me queria enrabar .

- ahahahah ! E disse-te isso assim, sem mais nem menos?

- A sério, não houve nada antes que sugerisse isso. E parece ser uma pessoa inteligente e equilibrada.

- Se pensares bem ele apenas disse o que todos querem mas não dizem.

- Ok, mas assim?  E tu conheces-me melhor que ninguém, sabes que sou tudo menos pudica , mas fico pasmada, não percebo nem gosto do que vejo à minha volta, já me pergunto se afinal não serei uma retrógrada .

- Ora, deixa-te disso, tens as tuas nuances, como toda a gente, mas és tudo menos retrógrada .

- Ó pá, será que anda tudo doente? Diz-me lá a sério o que pensas das pessoas.

- Sei lá eu o que penso. Achava que conhecia bem o género humano mas já não sei. Cada pessoa é um mundo de experiencias, recalcamentos, traumas, medos, preconceitos, vivências... parece que anda tudo infeliz com a forma como se relaciona, mas são incapazes de mudar o registo. É raro, mas quando penso que conheci alguém diferente, acabo por ser surpreendidos negativamente.  Tu estás a par da minha vidinha toda e sabes o que tem sido.

- Pois... grandes amizades, grandes empatias, mas é o que eu digo, acaba-se o sexo, acaba-se tudo, afinal o prazer da conversa e a amizade parece que nunca existiram.

- Regra geral é assim, tu sabes que não é por mim e tens o nosso exemplo, mas as pessoas desaparecem e pronto.

- Sou uma inadaptada, gostava tanto de ser igual a toda a gente.

- Cala-te, ó parva, gosto de ti por seres quem és, não queiras mudar para pior.

- Podíamos estar horas a tentar perceber as pessoas e ficávamos na mesma.

- Exactamente, aliás nem creio que isso seja possível, já ficava contente se percebesse uma ou duas, mas como nunca ninguém fala claro, só posso tecer conjecturas. Mas tu conheces-me, nem fico decepcionado, nunca espero nada de ninguém.

- Gostava de conseguir atingir essa tua indiferença.

- Não é indiferença, é realismo, estou sempre aberto e à espera de ser surpreendido, mas as atitudes dos outros dão-me sempre razão.

- Às vezes sou muito inocente.

- Às vezes és mas mantém-te assim, é bom conseguir-se acreditar em alguma coisa.

.

Música: Prince - Purple Rain



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coisas ditas

Case Study: DSK

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