Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Ele - Sabes com quem almocei ontem? Com o J.
Eu - Já não vejo esse gajo há que tempos, como está ele?
Ele - Porreiro, comprou agora um Jaguar de 30.000 contos.
Eu - Porra! Acho que mesmo que tivesse dinheiro nunca gastaria isso num carro.
Ele - Só de pensar que passamos toda a vida a pagar o mesmo por uma casa.
Eu - Mas ele não aproveita a vida e já lho disse.
Ele - Então porquê?
Eu - Com o dinheiro que tem? Não viaja, não se interessa por nada, não tem nenhuma actividade, parece que congelou nos 20 anos. E está sempre sozinho, nunca lhe vejo uma relação, uma paixão.
Ele - Põe-te no lugar dele, só há dois tipos de mulheres, as putas que fodem com quem lhes apetece e as outras que quereriam algo mais. Como ele não quer compromissos…
Eu - …
Ele - Que cara é essa?
Eu - De cada vez que falo contigo, sem ser do tempo, questiono-me porque é que ainda sou teu amigo, deve ser do hábito.
Ele - Porque é que dizes isso?
Eu - Exactamente!


antídoto às 12:40 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Terça-feira, 26 de Junho de 2007
A minha avó era um espectáculo.
Praticamente foi ela que me criou e acabou, depois, por viver comigo nos últimos anos de vida.
Era uma fonte inesgotável de estórias do passado familiar.
Nunca lhe poderei pagar devidamente a educação e o amor que me deu nos meus tenros anos. Nem esqueço os bifes a nadar em molho, as montanhas de batata frita, o arroz doce, as 'farófias', as ‘sopas de cavalo cansado’ e os fins de dia a ouvir os “Parodiantes de Lisboa” ou o “Quando o telefone toca”.
Uma das suas características mais marcantes era o ser perita em explosivos caseiros, o que para um miúdo como eu significava uma fonte inesgotável de sonho, fantasia e... medo.
Entre outras estórias menores, lembro-me da vez em que, verificando que o forno a gás se tinha apagado, chegou o nariz ao mesmo e riscou um fósforo.
A explosão abanou todo o prédio e fomos dar com ela sentada no chão, cabelo completamente chamuscado, a repetir entre-dentes “devo ter feito alguma coisa mal, devo ter feito alguma coisa mal”...
Ou daquela outra em que perdeu a ’piriquêta’ da panela de pressão e resolveu tapar a saída do vapor com uma rolha de cortiça.
A violência do rebentamento amolgou a velha panela de aço e as costas da minha avó amolgaram a porta do frigorífico.
Sinto falta desses tempos em que o deixá-la sozinha por dez minutos era uma aventura cheia de suspense e perigos desconhecidos.
Chamava-se Maria de Graça e eu estranhava que os seus sete irmãos a tratassem por Conceição.
Posta a questão lá me explicaram que os meus bisavós não tinham dinheiro para a registar, pelo que o padre o fez gratuitamente mas, idiota, trocou o segundo nome, retirando o 'da Conceição' e pondo em seu lugar o 'de Graça' que, em toda a sua vida, apenas existiu no papel.
Saudades de ti, avó.


antídoto às 15:54 | link do post | comentar | ver comentários (11)

Segunda-feira, 25 de Junho de 2007
Ocorre-me, assim de repente, que as Segundas-feiras não deviam existir.

Este dia devia funcionar como desacelerador dos fins-de-semana, que são sempre cansativos, não acham?

Proponho, pois, uma semana com os seguintes dias: Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado, Domingo e Desacelerador.

E, seguro de ter o apoio de nove milhões novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e três concidadãos (há sempre meia dúzia de chatos), vou ali preparar o abaixo-assinado…

P.S. Também não gosto de dias de chuva, vou pensar em qualquer coisa e depois digo-vos.


antídoto às 14:32 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Estou farto de dizer aos meus amigos(as), conhecidos(as) e afins para serem mais selectivos com os e-mail que me mandam, mas deparo-me todos os dias com dezenas de reenvios que, na sua grande maioria, não passam de lixo.
Ora isto é ainda pior que o spam e cheguei ao ponto em que só me apetece spancá-los.
Mas, porque são muitos, optei por mandar aos prevaricadores o seguinte ‘comunicado’.

Queridos(as) amigos(as), peço-vos encarecidamente que:

a) Me risquem da vossa lista de contactos, ou
b) Passem a ter o seguinte em consideração ao enviarem-me e-mails.

Vocês homens, não me mandem imagens de mulheres nuas ou clips de sexo. Agradeço a vossa atenção mas, pensem lá bem, se os quiser também sei ir buscá-los à net, não preciso de os receber por mail.
Vocês mulheres, não me mandem velinhas, ursinhos e mensagens de amor fraternal. Eu sei que são umas grandes queridas, mas já não aguento tanta pieguice.

E, já agora, dou a todos umas novidades:

1) A Microsoft e a AOL não estão a oferecer dinheiro e a Ericsson e a Nokia não estão a oferecer telemóveis por cada reenvio de e-mail.
2) A BAYER e a NESTLÉ não estão a dar kits gratuitos para quem reenviar e-mails e mandar a confirmação para o endereço indicado.
3) A MTV não vos dará o direito de ficar nos bastidores dos espectáculos se vocês remeterem correspondência a um monte de gente.
4) Não existe uma organização de ladrões de fígado ou outros órgãos.
Ninguém acorda numa banheira cheia de gelo, mesmo se um amigo jurar que isto aconteceu ao primo do amigo do conhecido dele.
5) Não existem os vírus "Good Times", "Bad Times", "Sapos Budweiser", etc.
Na verdade, nunca devem reenviar qualquer e-mail alertando sobre vírus antes de confirmarem num site fiável de uma companhia real, que estas o tenham identificado.
6) A Coca-Cola pode até servir para lavar motores de camiões, mas podem embebedar-se com ela que ninguém sofre perfurações intestinais por causa disso.
7) Cortem aqueles quilómetros de cabeçalhos com endereços dos e-mail's. Quando mandarem uma mensagem para mais do que uma pessoa, não enviem com o "Para" nem com o "Cc", enviem com o "Cco" (carbon copy ocult) ou "Bcc" (blind carbon copy), que não vai aparecer o endereço electrónico de nenhum destinatário.
8) Existem mulheres que estão realmente a sofrer no Afeganistão e as finanças de diversas empresas filantrópicas estão vulneráveis, mas reenviar um e-mail não ajudará estas causas. Se vocês quiserem ajudar, procurem a melhor forma junto da vossa Junta de Freguesia, a Amnistia Internacional ou a Cruz Vermelha. E-mails com "os abaixo-assinados" geralmente são falsos e nada significam para quem detém o poder para fazer alguma coisa sobre o que está ser denunciado.
9) Não existe nenhum projecto para ser votado no Congresso Brasileiro que reduzirá a área da Floresta Amazónica em 50%. E nem para deixar de cobrar portagens. Portanto não percam tempo nem façam “figuras tristes" assinando e reenviando aqueles furiosos abaixo-assinados de protesto, ou comunicando este tipo de coisas.
10) Vocês não vão morrer nem ter azar no amor se travarem uma daquelas correntes ridículas que obrigam a mandar não sei quantas mensagens para outras tantas pessoas em não sei quantos minutos.
Sejamos inteligentes e recusemos essa maneira imbecil de ajudar os hackers e os spammers.
11) Escrever um e-mail ou enviar qualquer coisa pela Internet é fácil. Não acreditem automaticamente em tudo. Observem o texto, reflictam, analisem tudo isto antes de reenviarem aos amigos.
12) Quando receberem mensagens pedindo ajuda, com a fotografia comovente de uma criancinha de 10 anos que está à beira da morte, procurem saber se essa mensagem não circula na net há já 15 anos. Não reenviem apenas "para fazerem a vossa parte". Verifiquem a veracidade das informações. Tenho a certeza que bem próximo da vossa casa há alguém carenciado que poderão ajudar verdadeiramente, já que são tão sensíveis.
13) Se se sentirem constrangidos, atingidos, burros ou idiotas, por algo que eu tenha dito acima, por favor, amuem durante três meses e deixem de me chagar o juízo diariamente.
.
Agradecido.


antídoto às 15:04 | link do post | comentar | ver comentários (11)

Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
Há coisas que me custa entender, pois que há.
Vivemos numa sociedade em que, por opção ou não, há cada vez mais pessoas a viver sozinhas. E quando digo cada vez mais quero dizer que somos muitos.
E alguém se lembra das nossas dificuldades? Pois que não.
Numa época de crise em que as empresas deviam procurar novas formas de fazer negócio, maneiras adicionais de facturar, e em que nós, os sozinhos, procuramos maneiras de viver de acordo com a nossa situação específica e, pelo caminho, poupar uns euros, ninguém se lembra deste cada vez maior nicho de mercado.
Como eu compreendo os canhotos, nada está adaptado a esta nova ordem.
Digam-me lá para que porra quero eu comprar seis salsichas, hun?
Será que ninguém se lembra que podia lucrar bem mais se apresentasse embalagens com três? É que as restantes acabam no lixo, depois de 10 dias de frigorífico, e sendo assim… não compro salsichas.
Reparem na comida pré-fabricada, daquela de pôr no microondas e já está.
Dose? Para duas pessoas.
Mas será que se convida alguém para jantar uma refeição de plástico?
E isto aplica-se a quase tudo, caramba!
Fiz uma expedição científica em busca da kitchenette perdida. Resultado: extinta!
Será que os construtores civis, que andam a falir às centenas, ainda não perceberam que vendiam disto como se fossem pãezinhos quentes?

Quero doses individuais na minha vida, bolas!

P.S. E, já agora, também quero Sol. Alguém por aí tem boas relações com o El Niño?
Louis Amstrong - Somewhere over the rainbow


antídoto às 18:27 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Terça-feira, 19 de Junho de 2007
O Tribunal Constitucional de um pequeno e obscuro país condenou a Segurança Social local a pagar o subsídio de desemprego a uma cidadã, apesar desta o ter requerido fora do prazo de que dispunha para o fazer.
Esta decisão confirmou a já tomada anteriormente pelo Tribunal Administrativo e Fiscal, ou seja, os juízes do TC consideraram desproporcionados os efeitos que decorrem do incumprimento daquele prazo legal. Dada a incúria do desempregado no requerimento do subsídio, este deve ser penalizado apenas na proporção do atraso e nunca vendo cessado o direito à prestação, pois isso violaria o direito constitucional à assistência material dos trabalhadores em caso de desemprego involuntário.
Confrontada com este acórdão o que faz a SS desse pequeno e obscuro país?
Aceita a decisão para o caso em questão mas mantém a mesma interpretação dos serviços para todos os casos idênticos que possam surgir.
O que interessa é que os desempregados raramente têm os conhecimentos, a capacidade financeira e o tempo necessário para contestar uma decisão administrativa de um serviço público e levar um caso até ao TC, sem morrer de fome pelo caminho.
Mesmo que tenham a razão do seu lado, isso não interessa nada, nega-se, adia-se e poupa-se uns tostões ao Estado, ainda que seja à custa dos desgraçadinhos.
Traduzido por miúdos: Que se fodam as decisões judiciais e a constituição!

É por estas e por outras que me sinto feliz por viver num país civilizado, num Estado de direito em que coisas como esta são impensáveis, não acontecem, em que o Estado é reconhecidamente uma pessoa de bem e não pactua com estas e outras arbitrariedades.

Porque se assim não fosse, este era um dos tais casos que me revolveriam as entranhas, me deixariam de freio nos dentes e prontinho para lhes chamar ca**** e filhos da p***!!!

E depois aguardaria serenamente pela abertura da instrução…


antídoto às 18:46 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Segunda-feira, 18 de Junho de 2007
Tinha sido uma semana terrível, mas finalmente o projecto estava delineado e aprovado.
A reunião terminara e de repente a energia direccionada ao objectivo esfumou-se e abateu-se sobre ele o cansaço das noites mal dormidas e do stress acumulado.
Sentia os músculos doridos da tensão acumulada. Recostou-se na cadeira, aliviou o nó da gravata e espreguiçou-se tentando sacudir a modorra que o invadia.
Conhecia-se o suficiente para saber que não conseguiria concentrar-se no trabalho, pelo que decidiu tirar o resto da tarde.
Saiu, meteu-se no carro e dirigiu-se ao clube, estava a precisar era de vinte minutos de sauna e uma massagem relaxante.
Já na cabine deixou-se invadir pelo prazer que lhe era transmitido pelo vapor quente, recapitulando as últimas horas e sorrindo para si mesmo. Ao contrário da maioria, gostava de saborear as vitórias a sós, revendo mentalmente todos os aspectos, projectando os passos seguintes e os resultados espectáveis.
O relógio disse-lhe que estava na hora da massagem, enrolou uma toalha à cintura, vestiu o roupão de turco e dirigiu-se à sala respectiva onde foi recebido por uma jovem morena que lhe indicou onde se deitar.
Sentiu primeiro o odor perfumado do óleo aquecido e depois as mãos firmes e suaves, em movimentos rotativos nas suas costas.
Ela trabalhou-lhe lentamente todos os músculos, mandando-o virar passados alguns minutos e recomeçando os movimentos, agora no peito e abdominais.
Depois passou para os pés e pernas, subindo suavemente até às coxas.
E foi aqui que não controlou uma erecção repentina e constrangedora.
Pensou em saltar dali, mas ela pareceu indiferente e não parou os movimentos, massajando-lhe o interior das coxas, tocando-lhe repetidamente com as costas das mãos no pénis latejante.
Não conseguia perceber se era propositado, se ela estava a divertir-se com a sua atrapalhação. Teve a certeza quando a mão dela o agarrou com firmeza e iniciou os movimentos rítmicos que o estavam a levar rapidamente ao êxtase.
Ouviu uma campainha e abriu os olhos.
.
Estava ainda na sauna.
Yoga Meditation - Music For Massage - Inner


antídoto às 12:11 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
Caminhava distraidamente pela rua quando quase chocou com um matulão barbudo e mal-encarado que a fixava com um sorriso aberto, levantando sobre a cabeça um cartaz onde se lia «abraços de graça».
- Mais um maluco - pensou ela enfastiada, desviando-se.
Mas ele não desistiu, abriu os braços e envolveu-a num abraço apertado.
Ficou vermelha de raiva e indignação, pontapeou o homem e afastou-se gritando impropérios.
Como se atrevia a tocar-lhe sem a conhecer de lado nenhum, quem se julgava ele para a agarrar?! Mas ia ensinar-lhe uma lição.
Dirigiu-se ao primeiro polícia que viu, contou-lhe o sucedido e exigiu-lhe que identificasse o homem.
Voltaram ao ‘local do crime’ e o agente pediu a identificação ao indivíduo que a não tinha consigo.
O passo seguinte foi chamar um carro-patrulha para conduzir o abraçador à esquadra, mas nessa altura já uma pequena multidão assistia curiosa e revoltada.
Finalmente lá deixaram seguir o homem que dava abraços, com um aviso sério para não repetir a graça.
Antes de se ir embora deixou na mão dela um papel com um endereço de Internet…


antídoto às 16:41 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
Ela abriu-lhe a porta e abraçaram-se, peito contra peito, rindo e dizendo piadas que só os dois entendiam.
Conheciam-se desde a escola e ao longo dos anos tinham cimentado uma amizade indestrutível. Passavam muito tempo ao telefone e encontravam-se com frequência, para poderem gozar a companhia um do outro e conversar abertamente, sem a presença inibidora de outros amigos. Sabiam tudo um do outro, partilhavam as alegrias e tristezas, os pormenores das relações amorosas de cada um, as emoções que sentiam, numa cumplicidade e intimidade raras entre um homem e uma mulher.
O jantar correu como sempre, de forma descontraída e divertida e estavam agora preguiçosamente no sofá.
Ela fixava-lhe a boca enquanto o ouvia contar uma estória engraçada, acontecida no trabalho.
Num impulso debruçou-se e pousou-lhe um beijo leve nos lábios.
Ele ficou estático uns segundos, surpreendido pelo inesperado do gesto. Depois puxou-a e beijaram-se longa e profundamente.
E tudo pareceu perfeito e natural…

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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007
Estava concentrado no trabalho e esticou-lhe o processo distraidamente.
- Tomai mas não comei que isso não é o meu corpo.
Sentiu-a ficar hirta e olhou-a interrogativamente.
- Tu não me faltas ao respeito, ouviste!? - Exclamou ela com a voz alterada.
- E quando foi que fiz isso? - Perguntou ele com um sorriso nos lábios.
- Acabaste de o fazer! - Gritou ela, pondo toda a gente calada e atenta.
- Olha lá, há quantos anos nos conhecemos?
- Por isso mesmo, não sabes que sou uma mulher casada?
- Mas a mim, senhor, porque me dais tanta dor? - Rezou ele para o tecto, provocando a risota geral.
- Estás a ver, fazes sempre as pessoas passarem por parvas.
- E porque será?
- Olha, não fales mais comigo hoje - disse ela virando-lhe as costas.
Ele lembrou-se de uma tirada típica do Bagaço Amarelo e não resistiu: Foda-se!
Mas não foi só em pensamento.


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