Segunda-feira, 28 de Maio de 2007
Acordou bem antes do toque do despertador, sentindo-se bem-disposto e cheio de energia.
Espreguiçou-se longamente, esticando todos os músculos do corpo, levantou-se de um salto e foi ao frigorífico, retirando o pacote de leite e bebendo longamente por ele.
Depois dirigiu-se à sala, pôs um CD e dançou ao som de ‘Grace Kelly’, gozando a música e a alegria daquele início de dia magnífico.
O telemóvel acusou a recepção de mensagem, leu-a, fez um sorriso de orelha e orelha, esticou-se no sofá e passou alguns minutos a trocar sms muito… estimulantes.
Depois ligou o esquentador, pegou na toalha e meteu-se na banheira.
Rodou a torneira e nada.
Nada!!!???
Os impropérios que soltou devem ter-se ouvido no fim da rua, mas não estava disposto a deixar estragar a manhã.
Retirou de debaixo da bancada da cozinha um garrafão de 5 litros de água, olhou em volta e ainda havia mais uns 2 litros de água do Luso, dava para safar a coisa.
Tomou uma espécie de banho com a água fria, o que ainda o fez sentir-se mais revigorado.
Vestiu-se e foi lavar os dentes. Espera! Lavar os dentes com que água?
Caraças, devia ter guardado nem que fosse um copinho, mas tinha-a gasto toda.
No problem, tinha feito sumo de laranja na véspera, foi buscá-lo ao frigorífico e lavou os dentes com ele, gargarejando deliciado.
Finalmente saiu de casa, pronto para os primeiros café e cigarro do dia.

A vida não é bela?


antídoto às 13:55 | link do post | comentar | ver comentários (20)

Domingo, 27 de Maio de 2007
Aos 20 anos, quando tinha que ir a um w.c. público, era uma carga de trabalhos.
Aquela coisa de me encostar a uma parede, com uma série de marmanjos de cada lado, deixava-me hiper desconfortável.
Demorava um tempão a conseguir iniciar a função.
Os outros vinham e iam e eu, constrangido, a pensar no que iria na cabeça dos gajos que chegavam e me viam já ali, urinavam, sacudiam, lavavam as mãos, iam embora e eu… ainda ali, a olhar fixamente em frente, não fossem aqueles artolas pensarem que estava interessado em lhes ver o instrumento.
Hoje entro, saio e já está. Função cumprida.
Aos 20 anos, quando a natureza chama, adia-se ao máximo a ida à casa de banho e despacha-se a coisa a correr.
Aos 30 é aquela coisa chata mas, se tem que ser, vamos lá então.
Aos 40? Uiii… que prazeeer…
De maneiras que é isto a maturidade.
Isto e a naturalidade e descontracção que se vão adquirindo relativamente a tudo na vida.
O que a maturidade não é com certeza é conformismo, optar-se pelo sofá e deixar-se de olhar em volta, perder-se a capacidade de olhar os outros e o mundo em geral, não se ter sede de viver.
Ao contrário do que muita gente sente, pensa e diz, a idade não é impeditiva de nada.

E é por isso que sei que ainda me vou rir muito e gozar ainda mais.
.
Música: O coça a barriga - Fausto


antídoto às 18:11 | link do post | comentar | ver comentários (11)

Sexta-feira, 25 de Maio de 2007
É frequente ouvir-se dizer que o motor do mundo é o sexo.
E, realmente, o sexo é um belo de um motor, que o é.
O que duvido é que seja ele o factor verdadeiramente essencial para o bem-estar das pessoas.
Esse acredito sinceramente que seja o amor.
Olho à minha volta e que vejo?
Gente delirante por estar a viver um amor correspondido, gente sofredora por um amor perdido, gente angustiada por medo do amor, gente deprimida por não ter ou não conseguir um amor, gente que se anula por amor, gente que sufoca o outro de amor...
Amor, amor, amor, amor, eis a receita para a felicidade e a razão maior da infelicidade.
Eu devo ter um defeito de fabrico, é raríssimo apaixonar-me, acho que as pessoas se confundem demasiadas vezes, sou céptico relativamente ao amor, sereno, descontraído, não sinto falta de nada, muito menos acho que a minha felicidade possa estar noutra pessoa.
Muito raramente acontece surgir alguém que me faz vacilar. Em que, de forma natural, as peças do puzzle encaixam quase todas, há compatibilidade intelectual, o sexo é uma loucura e, muito importante, existe verdadeira intimidade emocional.
Mas, voluntariamente ou não, acabo por voltar à primeira forma e reforçar a ideia de que assim é que estou bem, porque na realidade não há boas festas, o que há é festas boas e quanto mais melhor.
Não quero chegar ao ponto de afirmar que a paixão é uma pulsão biológica tendo como intuito a propagação da espécie e, muito menos, que o amor é um conceito ‘aprendido’, mas… pronto, pronto, não olhem assim para mim que eu sou inofensivo, calo-me já.
Enfim, pessoas, não desistam nem se encolham, pode sempre acontecer sentarmo-nos na palha e espetarmos a agulha no cu.
E, entretanto, não se esqueçam que o sexo é um belo de um motor.


antídoto às 20:17 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Ela 1 - Hoje tive uma noite horrível.
Ela 2 - Então que foi, querida?
Ela 1 - Uma cólica renal.
Ela 2 - Ai, isso é horrível, também já tive.
Ela 1 - E não vomitas com as dores?
Ela 2 - Não, isso não.
Ela 1 - Passei a noite no hospital a soro.
Ela 2 - Coitadinha. E o cálculo saiu?
Ela 1 - Sim, o médico disse-me que tinha um bico e não conseguia passar do rim para o uréter .
Ela 2 - Isso é terrível, eu até ganhei febre.
Eu - E estás bem?
Ela 1 - Sim, agora sim.
Eu - Sabem que os homens sofrem muito mais com os cálculos renais que as mulheres ?
Ela 2 - Deve ser, deve...
Eu - A sério.
Ela 1 - Então porquê?
Eu a rir-me - Porque o cálculo tem mais uns 20 centímetros a percorrer até ser expulso.


antídoto às 13:05 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Quarta-feira, 23 de Maio de 2007
É seguro de si e exigente, sabe exactamente o que quer e não está disposto a ceder no que acha fundamental ao seu bem-estar.
Todas as experiências anteriores lhe confirmam que é melhor esperar, ter paciência e não embarcar em expectativas exageradas, porque aquilo que quer não é fácil de encontrar.
E não é só uma questão de estética, tem um conhecimento aprofundado das suas necessidades, do que efectivamente pretende, da complexidade que envolve a escolha e da técnica necessária para a construção de algo que, pensa, parecerá ter nascido especificamente para o seu prazer.
O mal das pessoas é caírem de quatro quase ao primeiro olhar, sabendo que depois, ao caminharem, surgem todos os desconfortos, os arrependimentos, os meios-termos.
Sabe que é picuinhas, mas com ele terá que ser assim.
Por isso permanece atento, sabendo que mais tarde ou mais cedo vai ser bafejado pela sorte e encontrar exactamente o que pretende.
De repente vê-a a caminhar na sua direcção, e sente um baque.
É exactamente aquilo com que sonha, a perfeição está ali, à sua frente, não pode deixá-la escapar.
Dirige-se a ela sem hesitações, com um sorriso aberto e sedutor.
- Desculpe, sei que é um atrevimento pedir-lhe isto, mas…
.

... pode dizer-me onde comprou os seus ténis?


antídoto às 13:06 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Pouca gente abaixo dos quarenta se lembra desta senhora que foi marcante pela voz e pela personalidade.
Pura emoção…




antídoto às 00:19 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Quinta-feira, 17 de Maio de 2007



E, já agora, os fluidos vaginais a saberem a arroz doce, isso é que seria uma coisa fantástica, néra?
Claro que não!
Deus, se existe, quer seja homem, mulher, ou assim-assim, fez as coisas muito bem feitas (também não podia falhar em tudo).
Quase que sinto pena da maioria de mulheres e dos muitos homens que não gostam de se lambuzar.
E sei que muitos nem sequer apreendem o que estou a dizer, mas os odores e sabores do sexo são uma coisa que não dispenso.
Vocês, mulheres, não têm a noção de como deixam um homem quando ele percebe que tiram genuíno gozo do que estão a fazer… até ao fim.
Uma coisa é a técnica e a generosidade própria de quem gosta do outro, sabe que faz parte, e 'vamos lá então'.
Outra, muito diferente, é fazê-lo não só para dar prazer ao parceiro mas, essencialmente, pelo seu próprio prazer.
Ninguém gostou do primeiro café, da primeira cerveja, do primeiro whisky, do primeiro cigarro… pois não? Há quem não goste de coelho bravo, porque o bicho se alimenta apenas de erva e tem um sabor característico, não é?
O que nos diz isto? Primeiro que os gostos educam-se e segundo que os sabores estão directamente ligados à alimentação e que o que se come num dia influencia aquilo a que se sabe à noite.
Ora se nós nos esfarrapamos todos para conseguir gostar de caviar, vamos desistir à primeira de um pitéu destes?

Por isso, meninos e meninas, testem, experimentem, insistam e aprendam a gostar.
E já que isto começou com uma alusão a deus… Em verdade vos digo que estão a passar ao lado de coisas muito boas da vida.

Ah! E gosto de coelho bravo.

P.S. Uma leitora atenta fez-me chegar a receita, agora é que isto vai mesmo tornar-se prática comum : )


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antídoto às 15:46 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Quarta-feira, 16 de Maio de 2007
Trabalho rodeado de mulheres e, digo-vos, a coisa não é fácil.
Não há bicho como a mulher para inventar quezílias e conflitos com as suas congéneres, acho que vos está no sangue, passam a vida a morder-se umas às outras.
A isto já estou habituado há muitos anos e entendo as razões, só acontece por tudo e por nada.
Mas hoje assisti a outra típica reacção feminina, algo que me deixa sempre um pouco perplexo.
Uma das colegas apareceu com a foto de uma ecografia da filha, grávida de 4 semanas… de gémeos.
Descrição da foto: pequena, a preto e branco pontilhado, com duas manchas pequenas ovaladas mais escuras.
Reacção da colega 1: Aiiii que liiiindoooo, parecem 2 feijõezinhos, que maravilha, que bonitiiiiinho. Parabéns e beijinhos e aleluias, acompanhados por muita baba a escorrer dos cantos da boca para a fotografia e salpicos avulso para tudo à volta.
Reacção da colega 2: Aiiii que liiiindoooo, parecem 2 feijõezinhos, que maravilha, que bonitiiiiinho. Parabéns e beijinhos e aleluias, acompanhados por muita baba a escorrer dos cantos da boca para a fotografia e salpicos avulso para tudo à volta .
Reacção da colega 3: Aiiii que liiiindoooo, parecem 2 feijõezinhos, que maravilha, que bonitiiiiinho. Parabéns e beijinhos e aleluias, acompanhados por muita baba a escorrer dos cantos da boca para a fotografia e salpicos avulso para tudo à volta.
Todas com muitos gritinhos, saltinhos, corridinhas e vozinhas de bebé.
A minha reacção: Hum… é isto? Nesta ainda não parecem lagartixas. Parabéns.
Claro que fui ‘sovado’ por todas e ainda me ri um bocado com as reacções de choque que provoquei.
Depois de quase 3 horas ainda estão a tentar defender a sua reacção como perfeitamente normal e equilibrada.
Alguém me explica isto? (deixem, é pergunta de retórica, nas mulheres há coisas simplesmente inexplicáveis e ponto final)
Ray Charles – Jammin The Blues


antídoto às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (18)

Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
Ao comentar a nova Lei do Tabaco, Miguel Sousa Tavares fez uma comparação descabida, declarando que “o fumo nos restaurantes, que o Governo quer limitar, incomoda muitíssimo menos do que o barulho das crianças - e a estas não há quem lhes corte o pio”.
O que ele foi dizer, ‘cruz, credo, vá de retro Belzebu’!
João Miguel Tavares, também jornalista, decidiu comentar o comentador e, depois de várias palermices, terminou com uma idiotice: “A não ser que, em nome do supremo amor às boas maneiras, se faça como os paizinhos da pequena Madeleine: deixá-la em casa a dormir com os irmãos, que é para não incomodar o jantar”.
E pronto, assim nasceu o tema mais importante, diria mesmo fundamental, da semana, a par do desaparecimento da criança inglesa.
Não houve rei nem roque que não botasse faladura, não opinasse, não dissecasse, não aprofundasse, não se sentisse atingido, não revidasse, nos cafés, na rua, no trabalho, na blogosfera.
Assaltam-me duas ideias principais:
- Que é crime declarar que as criancinhas incomodam (e em algumas circunstâncias incomodam mesmo);
- E que somos mesmo um país de gente da treta que só se interessa por banalidades sem importância nenhuma.
.
Se acreditasse em Deus era agora que exclamaria: Deus me dê paciência. Mas tem que ser já!


The Cure - Lullaby


antídoto às 18:08 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Segunda-feira, 7 de Maio de 2007
A amizade entre homens e mulheres é possível?

Esta questão deve ser quase tão velha e debatida como a do ovo e da galinha.
E a minha resposta é, indubitavelmente, um sonoro “claro que sim!”
Ou será que não?
Há uma definição bem conhecida de amiga: “diz-se da pessoa do sexo feminino que tem ‘esse não sei o quê’ que elimina toda a intenção de querer dormir com ela.”
Troquem para amigo e é igual.
Mas então… isto não ajudou nada, pois não?
Está bem, vamos recuar um pouco e tentar definir amizade.
Outro quebra-cabeças. Dirão uns que há vários graus de amizade, outros que se confunde conhecidos com amigos, enfim, dava um debate.
Para mim amizade é quando se está, se conversa, se partilha, se dá, se recebe, se criam laços e intimidades sem segundas intenções.
Então e se forem quintas?
A pergunta é: será que isto é possível de forma límpida entre os dois géneros?
Será que quando aquela amiga perdida de bom feitio me procurar, magoada com um problema pessoal, eu a vou conseguir ouvir e abraçar com a sinceridade de um amigo, vou ser capaz de me ‘tornar’ psicologicamente num eunuco?
Ou será que, ainda que fugazmente, pela minha mente retorcida vai passar a hipótese de que o colinho possa levar a algo mais?
Mas, ainda que passe, se não tomar nenhuma iniciativa, será que a amizade não existe mesmo?
Ná, insisto na minha ideia original, a amizade entre homens e mulheres é possível.
Até porque um gajo que passa anos a conviver com uma mulher, a dar-lhe atenção, disponibilidade, colo, companhia e não faz nada, das duas uma, ou é menos que um invertebrado ou é amigo.
Ou será que não?
Animal and the Muppets - Manamana



antídoto às 23:29 | link do post | comentar | ver comentários (26)

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