Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Ontem fui com a minha mulher a Fátima, mas não houve milagre.

Voltei com ela...


antídoto às 20:13 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Domingo, 29 de Abril de 2007
Há um lugar comum dito por todas as mulheres: Os homens são todos iguais.
E é vê-las a toda a hora e em qualquer lugar a descascar nos mocinhos com umas ganas que parece que os querem comer (aqui comer não é literal).
Mas vai-se a ver, quando se pensa que os conscientes e avisados espécimes do género feminino estão todos ressabiados e blindados contra as investidas desses predadores mal intencionados… não é que caiem de quatro à primeira tirada de manual? (aqui também ainda não tem a ver com comer)
Mas afinal em que ficamos, hum!?
É que isto é um ónus terrível, pá. Todos iguais? Então e eu?!
Afinal o que é que para vocês é preciso um homem ter e ser, para vos deixar com água na boca? (ainda não é de comer)
Sempre quero ver essas respostas…

E agora vou ali jantar (agora é que é comer).
Joe Cocker - When a Man Loves a Woman


antídoto às 19:20 | link do post | comentar | ver comentários (35)

Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

“Todos os homens morrem, mas nem todos vivem”
Esta frase, proferida por William Wallace num contexto próprio, serve que nem uma luva para definir a forma como muitos vivem.
Medo de arriscar, medo de explorar, medo de dizer, medo de parecer, medo de assumir, medo de mostrar, medo de pensar, medo de sentir, medo do futuro, medo da velhice, medo de amar, medo de sofrer, medo, medo, medo.
E assim vão caminhando dia após dia, numa semi-vida cinzenta, frustrada, insatisfatória, incompleta, contida, pendente do amanhã, crente numa felicidade sempre futura.
Vejo tanta gente dedicada a cinzelar detalhadamente as suas decepções e infelicidades, amorosas ou não, a ser vencida pelo arrastar dos dias, a deixar-se resvalar para a depressão, a cair na inanição, como se a alegria de viver estivesse umbilicalmente ligada a algo ou a alguém, para além de si próprios.
Em 2006 venderam-se em Portugal 80 milhões de euros em sedativos e ansiolíticos, o que diz bem do estado geral da nossa saúde mental e de como são contra-natura as normas que nos regem e a sociedade que criámos.
E se experimentassem mudar o rumo, se deixassem de lamúrias, libertassem de amarras mentais e agissem, hun?
É que só há duas maneiras de viver: esperar que a vida aconteça ou fazer a vida acontecer.
E o tempo é tão curto…

Aimee Mann - Wise Up


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antídoto às 20:07 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Há muita poesia que para mim é oca, nada diz, não é mais que o exercício de poetar.
Mas há outra que…



Chega de tentar dissimular
E disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar
E eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou

Chega de temer, chorar, sofrer
Sorrir, se dar, e se perder, e se achar
Que tudo aquilo que é viver,
Eu quero mais é me abrir
E que essa vida entre assim
Como se fosse o Sol
Desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor dessa manhã

Nascendo, rompendo, rasgando,
E tomando meu corpo e então...
Eu... chorando, sofrendo, gostando, adorando
Gritando feito louca, alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar
Explode coração

Autor: Gonzaguinha

Hoje sinto-me assim.

Maria Bethânia – Explode Coração



antídoto às 15:45 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
Só ontem passei o cara... ças do blog para beta e essa parte foi fácil.
Depois montei (óh sim) e desmontei (óh não) isto tudo até me familiarizar com as ‘novidades’.
O que estive horas a tentar e não consegui foi que os links não me fechem a página quando são clicados.
E olhem que eu sou um gajo orgulhoso (leiam parvo), daqueles que insiste, não desiste, se perde, mas não pergunta.
Mas, pronto, tá bem, tou convencido, não precisam dizer, sou burrinho, desta vez não consigo dar com o caminho.
Alguma alma caridosa me dá aqui uma ajuda antes que eu parta isto tudo?
.


antídoto às 15:30 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Terça-feira, 24 de Abril de 2007
Ainda era cedo e o bar estava quase vazio. Atravessou-o dirigindo-se à mesa dos amigos com quem tinha marcado encontro.
Ele foi-lhe apresentado. Moreno, olhos escuros, um sorriso gaiato sempre a bailar-lhe nos lábios.
Sem quase se darem conta conversaram e riram durante o resto da noite, quase ignorando os amigos.
À despedida trocaram números de telefone, ele pôs-lhe a mão na nuca, deu-lhe dois beijos e segredou-lhe que tinha adorado conhecê-la.
No dia seguinte recebeu uma sms: “pensei em ti…”
Ao lê-la, abriu um sorriso rasgado e sentiu o coração a bater-lhe no peito.
Passaram a semana a trocar mensagens, pequenos telefonemas, combinaram jantar na Sexta seguinte.
E de novo ocorreu a conversa fácil, a empatia e a sedução mútua.
Levou-a a casa, trocaram um beijo profundo, convidou-o a subir.
Amaram-se pela noite fora, num frenesim de paixão. E na noite seguinte e na seguinte…
Ela andava nas nuvens, sonhando acordada, vibrante de vida.
Algumas semanas depois começou a senti-lo distante, impaciente, menos disponível.
E um dia ele telefonou-lhe e disse-lhe «preciso de falar contigo»...
Alice Cooper - No Time For Tears

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antídoto às 17:14 | link do post | comentar | ver comentários (21)



Já ouviram falar no Darfur? Sabem onde fica?
É uma região árida na parte Oeste do Sudão onde está a ocorrer um genocídio que já matou cerca de 400.000 pessoas.

Claro que quase não é notícia, ali não existem interesses estratégicos, pelo que não interessa inventar um perigo nuclear e intervir para parar a matança.

Por outro lado, já estamos tão cansados de ouvir falar em desgraças que mais vale ficarmos sentadinhos no nosso conforto estanque e não nos incomodarmos em juntar a voz aos movimentos que lutam para sensibilizar a opinião pública e os poderosos deste mundo, tentando evitar que 4 milhões de seres humanos morram à fome.

Mas, para aqueles que acham que depende também de cada um de nós fazer o possível para mudar o estado de coisas (lembrem-se de Timor), aqui fica a informação.





Lisa Gerard – Pita’s Sorrow


antídoto às 01:21 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Segunda-feira, 23 de Abril de 2007
Sempre me fez impressão o isolamento a que são votadas as pessoas mais idosas.
Não pelas dificuldades inerentes à idade, não por se fecharem em si mesmas, mas pela forma como são vistas por nós.
Esquecemo-nos com frequência que dentro de uma pele enrugada está um ser pensante.
E, com a melhor das intenções, alteramos a nossa maneira comum de agir, tratando-as com um carinho excessivo e vazio, ou com um distanciamento indiferente.
Os velhos são para nós, ainda que inconscientemente, quase como um animal de estimação de quem se gosta, a quem se faz uma festa, se dá um mimo, se alimenta e, pronto, missão cumprida.
Esquecemo-nos que eles são exactamente como cada um de nós, têm as mesmas necessidades emocionais, os mesmos desejos, carências e medos que apenas se habituaram a calar.
Quando sabemos do assumir de uma união entre um casal de idade avançada logo nos ocorrem pensamentos ou de censura ou de ternurinha bacoca.
O que não nos ocorre é que aqueles corpos frágeis e requebrados sintam ainda alguma pulsão sexual, algum desejo pecaminoso, alguma necessidade de serem tocados.
A idade não me assusta, o que me assusta é ser lentamente empurrado para a zona cinzenta de quem é visto como um ser não pensante.
Tentem não se esquecerem que só o corpo envelhece, lá dentro está preso o intelecto.
E isto é um aviso, porque se um dia eu for, não um senhor, um homem idoso e me vierem com pa-ta-ti-pa-ta-tás... vai soltar-se o verbo.



antídoto às 13:48 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Sábado, 21 de Abril de 2007
Influenciado e de que maneira pela Mize, resolvi, a título de serviço cívico, dar aqui o meu pequeno contributo para a evolução do género feminino (sou tão bonzinho, pá).
Eu sei que não é uma questão de querer, há coisas com que se nasce ou não.
E isto não tem nada a ver com paixão, amor, generosidade, voluntarismo, ou o que lhe queiram chamar, tem a ver com sensualidade, erotismo, luxúria, líbido e o mais puro tesão animal, coisa que, cada vez mais me convenço, em boa parte vem escrita no nosso código genético.
Também sei que a maioria das pessoas nem tem a noção do que estou a falar, mas adiante...
É claro que tudo o acima dito vale também para os homens, mas aí compete-vos a vocês, mulheres, letrar os mocinhos.
E agora, porque a experiência e a técnica também ajudam, bebam um copo de água, espreitem aqui, aprendam e...

Uau! Façam broches super modernos!


Madonna - Erotic


antídoto às 19:39 | link do post | comentar | ver comentários (15)

São uns ‘prémios’ instituídos por este senhor, para blogs que façam pensar.

E a TNT surpreendeu-me com a nomeação do meu humilde cantinho, em termos que me deixaram literalmente com o ego húmido, já que ela escreve bem como o caraças.

Mantendo metade do cérebro a tentar adivinhar no que é que eu ponho as pessoas a pensar, compete-me usar a outra metade para nomear 5 blogs 5, de entre os que me tiram do torpor mental.

E porque não se pode nomear em segundas núpcias, o que me impede de lhe devolver a gentileza, as minhas escolhas são:

http://naocompreendoasmulheres.blogspot.com/
http://alguemmeouve.blogspot.com/
http://mastrosaoalto.blogspot.com/
http://o-ser-adormecido.blogspot.com/
http://soc-anonima.blogspot.com/

E querem saber porquê?

Não digo, ora! Ponham as mãos ao caminho e vão lá ver.

E pronto, os nomeados podem usar o selo nos seus blogs e apontarem-nos os que os põem a pensar.

Agora vou ali...



antídoto às 04:04 | link do post | comentar | ver comentários (10)

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