Domingo, 31 de Dezembro de 2006
Mais um ano a acabar, motivo para balanços pessoais.

Respeitando quem sofre por perdas irremediáveis ou problemas de saúde, o facto é que este é só mais um dia do calendário das nossas vidas e o balanço que realmente importa é o que faremos lá no finzinho.

Posso dizer-vos que, no meu caso pessoal, foi um ano de mudanças radicais e nenhuma para melhor, até ver…

Mas a vida é isto mesmo, verdade? Cheia de imponderáveis, de problemas, de sofrimentos, mas também cheia de coisinhas simples e maravilhosas.

Por isso deixem-se de desalentos e foquem a vossa atenção no que é verdadeiramente importante.

Aprendam a gozar os vossos dias, sorriam, olhem em volta, apreciem, sintam-se vivos.

Tristezas? Que se lixe, amanhã será melhor.

LET’S DANCE!


antídoto às 17:56 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006
Descobri aqui a forma depurada de expressar aquilo que muitos sentem.
Reza assim:

É NATAL

Recuso-me a escrever textos falando mal do Natal.
Ninguém gosta do Natal depois dos 11 anos.
Então pronto.


antídoto às 22:48 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006
A Maria (nome fictício porque na realidade se chama Ilda), é uma daquelas mulheres de idade indefinida, que tanto pode ter 25 como 45 anos, rechonchuda, vermelhusca e introvertida.
A nossa relação, já com 16 anos, começou de forma sui géneris. Eu durmo nu, era Verão e esqueci-me que ela ‘vinha aí’. Levantei-me e quando entrei na cozinha ouvi um “AI JESUS!!!” que me fez arrepiar caminho em 2 segundos.
Desse dia tenho duas lembranças bem vivas, a dor excruciante que senti quando, ao bater em retirada, acertei com o dedo mindinho do pé direito na ombreira da porta e a perplexidade, já que nunca ninguém tinha chamado Jesus ao meu amiguinho (tá aqui um belo tema para um post).
Sobrou ainda uma dúvida: terá sido por causa desta acontecencia que ela só há bem pouco tempo me começou a dirigir a palavra?
Desde cedo tentei atenuar o constrangimento que ela pudesse estar a sentir (já que eu sou um gajo sem um pingo de vergonha na cara). Fiz conversa, ia dizendo umas larachas, mas nada. Cheguei ao ponto, vejam bem, de a começar a tratar por fada (fada do lar, obviamente), o que ainda hoje acontece, mas nada. Não sei que raio é que a mulher pensou mas arriscar a abrir a boca é que ela não arriscava.
A fada é uma daquelas profissionais da higiéne e limpeza que é um verdadeiro perigo. Não há papel, livro, CD, seja o que for que fique por cima das mesas que ela não arrume. E tão bem arrumado que nunca mais se encontra. Ao ponto de, ao longo destes anos, me ter exasperado dezenas de vezes, quando procuro, sem encontrar, a conta para pagar, o livro que estava a ler, tudo o que preciso e que ela, verdadeira fada, faz desaparecer.
E foi este facto que, três meses depois do primeiro, provocou o segundo trauma na nossa relação (não sei porquê, mas não me está a soar bem chamar-lhe relação).
Farto de todas as quartas-feiras, dia em que vem a Maria, não encontrar o que precisava, disse-lhe algo como “ó fada, há-de dar-me o seu número do telemóvel”.
Espanto, pavor, ela ruborizou, arquejou, apoiou-se na bancada da cozinha e ali ficou a olhar para o chão e a respirar golfadas de ar pela boca.
Julguei prudente dar-lhe espaço, afastei-me e, quando regressei junto dela, lá conseguiu articular entre dentes “vou pensar…”.
Vou pensar? VOU PENSAR??!!! Nananinanão, chegue lá aqui, Maria, sente-se e preste atenção. E lá discorri sobre o ela ser uma escondideira e o meu único intuito ser a oportunidade de lhe ligar e perguntar onde teria ela escondido, digo, arrumado aquilo que tinha escondido, digo, arrumado.
Os anos passaram e a fada não mudou, acho que tem a ver com a genética.
A última dela: Eu tinha... quer dizer… se calhar tenho… heee… não sei bem…, adiante, eu tinha uma gatinha com 6 meses chamada Lena (sim, eu disse Lena, o nome não é fictício).
Adorava aquela bichinha que todos os dias me vinha esperar à porta e me seguia pela casa toda.
Um dia não veio. Procurei a Lena, chamei pela Lena, corri tudo, vi em todo o lado e nada. Como é que o animalzinho se tinha esfumado assim, sem deixar rasto, de um 4º andar?! Perguntei aos vizinhos, pus a hipótese de ter caído da varanda, saí, vasculhei, inquiri, nenhuma pista.
Em desespero de causa liguei à Maria. Pois que não, pois que quando saiu a Lena estava em casa, pois que tinha a certeza absoluta…
Ufa, fiquei mais descansado. É que assim fiquei com a convicção que um dia ainda a vou encontrar, talvez dentro de um livro ou no fundo da gaveta das cuecas.


antídoto às 19:43 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006


A melhor filosofia de vida que conheço



antídoto às 20:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)

A alma lusitana tem especificidades próprias que, de tão habituados, nem nos damos verdadeiramente conta.
Para perceber a real dimensão do que somos, nada como residir uns meses no estrangeiro. E quando digo estrangeiro nem me estou a referir, sequer, à Europa, porque serve perfeitamente, por exemplo, qualquer país da América latina.
Somos o país em que não se fala alto e, muito menos se dá uma gargalhada em público, porque parece mal. O nosso desporto preferido é a maledicência rasteira, a crítica pela crítica, o boato. Damos como bom, julgamos e crucificamos pelo nos dizem, sem parar um minuto para pensar ou julgar por nós próprios. Não procuramos informar-nos, aceitamos e papagueamos, sem pôr em causa, sem discutir, sem analisar, o que nos é dito pelo amigo, o que lemos no jornal, o que vemos na televisão.
O desgraçado perdeu uma perna num acidente? Vá lá, vá lá, podia ter sido pior…
Temos uma tendência vincada para a tristeza, para a infelicidade, para a depressão, para a subserviência, para a saudade, para o ‘fado’, para a falta de ‘nervo’, enfim, para não sabermos viver.
Respondemos ao cumprimento alheio com um apagado ‘vai-se andando’.
A vida é um fardo que temos que carregar, os chefes são sempre uns malandros, o trabalho é sempre uma frustração, dedicamo-nos a controlar o colega de trabalho, se faz ou não faz, se chega, ou não, a horas e, pois claro, ganhamos sempre mal, até porque somos todos excelentes no que fazemos e vítimas da conjuntura e, principalmente, do Governo, esses malandros que nasceram para nos fazer a vida negra.
Envergonhamo-nos dos nossos símbolos nacionais, porque é uma pirosice vestir uma tshirt com as nossas cores e ‘Portugal’ impresso no peito (realmente…), mas achamos muito natural envergar algo que diga ‘I Love Barcelona’, ‘Born in USA’, ou algo no género.
Não lemos, não pintamos, não tocamos um instrumento, não frequentamos museus, galerias de arte, teatros, exposições, mas a nossa frase preferida é ‘nesta cidade não há nada para fazer’.
E, mea culpa, o que escrevi acima é, nem mais nem menos, a ladainha que passamos a vida a repetir.
Será que algum dia mudaremos? Será que levantaremos o rabinho do sofá? Será que algum dia começaremos a fazer alguma coisa por nós próprios?
Xiça que ando fartinho de lamúrias!!!


antídoto às 19:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 23 de Dezembro de 2006

A gente começa um blog e vai aprendendo coisas, de maneiras que começa aqui uma nova rubrica que é assim a modos que eu a dar-vos música.
E, desculpai excelências, mas é a música de que eu gosto, que me diz, ou disse, alguma coisa, que me toca cá dentro por algum motivo, seja a letra, a melodia, ou, mais prosaicamente, as memórias.
E, como já vou sendo um gajo antigo, começo por algo… antigo, naturalmente: Chico Buarque e Caetano Veloso, em “O Quereres”.
Longe de ser uma das mais conhecidas, tem uma letra que, há mais de 20 anos, me deixou ainda mais confuso sobre as razões dos encontros e desencontros amorosos (hoje continuo na mesma, mas, enfim, isso é outra estória...)

Ouçam, leiam e meditem no porquê de, mal conquistamos alguém, começarmos de imediato o meticuloso processo de tentar mudar, alterar, minar, aquilo que essa pessoa é.



O Quereres - Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro, onde queres dinheiro, sou paixão / Onde queres descanso, sou desejo, e onde sou só desejo, queres não / E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta, eu sou o chão / E onde pisas no chão, minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco, e onde queres romântico, burguês / Onde queres Leblon, sou Pernambuco, e onde queres eunuco, garanhão / E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês, eu não vislumbro razão / Onde queres o lobo, eu sou o irmão, e onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor

Onde queres o acto, eu sou o espírito, e onde queres ternura, eu sou tesão / Onde queres o livre, decassílabo, e onde buscas o anjo, eu sou mulher / Onde queres prazer, sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão / Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido, eu sou o herói

Eu queria querer-te e amar o amor, construirmos dulcíssima prisão / E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor / Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou / E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és

Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres romance, rock'nroll / Onde queres a lua, eu sou o sol, onde a pura natura, o inseticídeo / E onde queres mistério, eu sou a luz, onde queres um canto, o mundo inteiro / Onde queres Quaresma, Fevereiro, e onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre afim, do que em mim é de mim tão desigual / Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim / Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim / E querendo te aprender o total, do querer que há e do que não há em mim

P.S. Desculpem a forma, mas ainda ando a brigar com a porra das formatações f



antídoto às 22:51 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Não, não vou escrever sobre o que estariam a pensar…

O que aqui me trás é um blog, o http://cenasdegaja.com/ .

Conheci-o tarde, por intermédio do livro que dele resultou e, claro, fui espreitar, li-o de fio a pavio e não mais deixei de o saborear.

A “dona da xafarica”, como se auto intitula, é uma daquelas mulheres que me preenchem as medidas por muitas razões. Pela inteligência, pela atitude, a música, os filmes, os livros, a forma como transmite o que pensa e nos põe a pensar… Numa palavra: Classe!

É uma daquelas pessoas com quem apetece conversar e olhem que cada vez me apetece menos, ando saturado de banalidade.

Gostei mais dos primeiros tempos do blog, do primeiro ano e tal, em que dava mais dela própria. Falava de tudo um pouco, dos sucessos e insucessos, da família, das relações, dos amigos, das vivências, das emoções, enfim, da forma como se vê a ela, aos outros e a este mundinho em que vivemos.

Depois ‘descobriu’ o filão. Como ela muito bem diz, no seu post de 14/09/2005, “nada como uma converseta inocente sobre sexo para as caixas de comentários subirem em catadupa.”
E subiram. A temática estreitou-se, passou a incidir quase só no sexo e... deu-se o boom de visitantes, o livro, os louvores, o sucesso.

A contrapartida veio depois, num crescendo de boçalidade nos comentários aos seus posts, de continuadas ‘discussões de peixeiras’ na casa que é sua, com respostas, contra respostas e contra-contra respostas, num lastimável exercício de, para ser meiguinho, intolerável falta de educação.

O resultado foi o esperado. Depois de muitas chamadas de atenção, viu-se obrigada a bloquear os comentários de quem a visita.

Espero, sinceramente, um retorno aos, na minha opinião, ‘bons tempos’.


P.S. 1 - Não, não conheço a senhora de lado nenhum.
P.S. 2 - Sissi, espero que me desculpe o atrevimento...


antídoto às 21:11 | link do post | comentar

Ontem recebi um voto de 'boas festas’ (nunca é festas boas, porra), num mail remetido por intermédio do site dos CTT.

Depois era só eu mandar 20 'boas festas' pelo mesmo site (sim, porque festas boas não mando, dou) , que os senhores se apressariam a doar 5 tostões aos pobrezinhos.
Os CTT aqui servem só de exemplo, porque este tipo de exploração dos sentimentos mais nobres do pessoal passou a ser uma regra geral (de ouro, eu diria), do marketing empresarial, nesta e noutras quadras.
Vou agora discorrer, desenvolvidamente, sobre o que me ocorre quando vejo este tipo de actuação:

“Cab****, filhos da p***, pane****** do c****** !!!"

Desculpem, mas há que dizê-lo com frontalidade!

(e ficar a aguardar a abertura da instrução...)



antídoto às 18:02 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006
Está combinado há muito tempo e, finalmente, é amanhã.

A qualquer hora do dia, devem estar todos preparados, fecharem-se nos wc, em casa, atrás da moita, nos carros, seja onde for, para colaborarem no movimento pela paz mundial.

Para informação completa: http://www.globalorgasm.org/

Ufa, já não aguentava mais...

antídoto às 22:16 | link do post | comentar | ver comentários (3)

A gaguez deve ser uma coisa terrível.
Imaginem a gozação na escola, a dificuldade em socializar, em comunicar, a introversão que daí deve advir…
Bem, mas isto agora não interessa nada, era só para encher chouriços, tem apenas a ver com um mail que recebi hoje e que me fez rir, pelo inesperado.

Ponham-se bem nisto:

A professora explicava na aula de biologia para o quarto ano do ensino básico: - Os Humanos são os únicos animais que gaguejam.
Uma miúda levanta a mão e diz: -Eu tinha um gato que gaguejava.
A professora, sabendo como as histórias se tornam preciosas, incentiva a garota a relatar o incidente.
- Bem, eu estava no quintal de casa com meu gatinho e o rottweiler que mora na casa ao lado veio a correr, saltou o muro e, de repente, estava ao pé de nós...
- Então foi muito assustador! disse a professora.
- Foi sim!! disse a garota. - O meu gatinho começou "Fffff... Fffff...Fffff..." e, antes que pudesse dizer ''FFFFoda-se'', o rottweiler comeu-o!

Ri-me outra vez : )

antídoto às 19:16 | link do post | comentar

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