Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
É assim que vejo a maioria das relações amorosas, nascidas ‘a pedido’ e resultantes dos acasos da vida.
E acreditem que até compreendo os porquês e os mil e um factores que podem levar a uma relação, desde os biológicos, cada vez mais estudados e reconhecidos, até aos emocionais, esse mundo interior tão inconstante, volúvel, movediço e complexo.
As questões que me coloco cada vez mais são:
- Será que o amor é assim tão comum?
- Será que tudo o que vejo é mesmo amor?
- Ou será que quase tudo resulta das carências, inseguranças, necessidades afectivas, tesão, medo, solidão, sentimento de posse, a projecção da felicidade na pessoa do outro, etc, etc, etc.?
Olhem à vossa volta e digam-me quantos casais, digamos, com cincos anos de existência comunicam verdadeiramente entre si, discutem ideias, partilham verdadeira intimidade, têm genuíno gozo na companhia um do outro.
Verão que a esmagadora maioria apenas está ali porque sim. Se questionados apresentarão inúmeros argumentos, todos muito válidos e respeitáveis, claro, mas o que lhes vejo nos olhos é solidão acompanhada.
Lembro-me de algumas entrevistas de apresentação dos concorrentes do Big Brother, em que, questionados se punham a hipótese de uma relação dentro da casa, declaravam que nem pensar, que estavam apaixonados, amavam e eram amados, tinham planos para o futuro.
E o que aconteceu em muitos casos, 10 dias depois?
Será que mentiram na entrevista? Não creio. Disseram exactamente o que pensavam que sentiam, mas bastou um nada para deixarem de sentir.
Reparem, nós nascemos e começamos a ser bombardeados com o ideal do amor.
Os hábitos e costumes, a moral, a música, os livros, as hormonas, a libido, tudo nos empurra para a obsessão de amar e ser amado a qualquer custo.
Daí que muitos vivam em função das atracções, dos enamoramentos, das paixonites e confundam tudo.
Acredito que o amor existe, que é possível e ideal mas, como alguém disse, o amor é o incomum, não o banal.
E, acreditem, não acontece a pedido nem por ser muito desejado.
Por isso limpem as vossas cabecinhas e… conheçam-se verdadeiramente uns aos outros.
.
Música: Maria Bethânia - Onde estará o meu amor


antídoto às 14:46 | link do post | comentar

28 comentários:
De antídoto a 30 de Julho de 2007 às 17:40
Às vezes não acredito no amor, às vezes acredito. Claro que se pode 'amar' mais que uma vez, duas ou três, há até quem afirme ser capaz de amar duas pessoas ao mesmo tempo. E tudo me diz que nada é eterno, mas... pode estar guardado o bocado...


De STAR a 30 de Julho de 2007 às 16:37
Então e tu acreditas que se pode amar várias vezes, ou que um amor é para sempre?


De antídoto a 30 de Julho de 2007 às 12:44
star - Pode ser que seja.

Crestfallen - É assim por aí? No país dos frios e racionais?


De Crestfallen a 30 de Julho de 2007 às 12:17
Qual amor qual quê. É tudo lindo é tudo amor mas é tudo passageiro. Não amor. Há é idiotas que banalizam a palavra amor.

O amor é algo que nem sabemos que sentimos. Gostamos, gostamos muito mais ainda não é amor e quando o passa a ser não damos por ela.

O amor é elusivo.

Se tivermos a oportunidade de amar uma vez na vida. Temos sorte.


De STAR a 30 de Julho de 2007 às 01:06
Toda a gente se queixa do mesmo?! É porque somos seres insatisfeitos...
E quando nos aparece algo bom, temos sempre que arranjar maneira de estragar tudo, pois queremos sempre mais...


De antídoto a 27 de Julho de 2007 às 17:59
Deve ser uma epidemia, toda a gente se queixa do mesmo.


De Clara a 27 de Julho de 2007 às 17:52
o resto, antídoto...não sei. Olho pouco para as relações dos outros e quando olho, não as invejo.
As minhas também nunca correram nada bem...sei lá (hoje em modo "ignorância total" e "só me saem é duques e c(s)enas tristes").


De antídoto a 27 de Julho de 2007 às 17:49
Hum... se achas que podes arejar as cabeças alheias eu é que tenho que aprender contigo...


De Flor a 27 de Julho de 2007 às 17:45
Estava a perguntar pela tua empregada de limpeza... Se ela já estivesse recomposta do susto podia ir lá a casa...
Quanto aos big problems... venham eles!


De antídoto a 27 de Julho de 2007 às 17:02
Esse fetiche do tatau ainda te vai correr mal. Ou bem, sei lá eu : )


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